1º dia do verão registra a maior chuva dos últimos 36 anos no litoral de SP


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O temporal do primeiro dia de verão que causou grandesestragos em pelo menos cinco cidades da Baixada Santista, na últimasegunda-feira (22), continuava castigando a região por volta das 7h30 destaterça-feira (23). De acordo com o climatologista Rodolfo Bonafim, o volume dechuva registrado em Santos, nas últimas 12 horas, foi o maior das últimasquatro décadas. De acordo com ele, entre 16h15 e 7h choveu 165 milímetros, oque inundou várias ruas do litoral de São Paulo e provocou dezenas de acidentesenvolvendo veículos. Apesar dos transtornos, ninguém ficou ferido.


Segundo o climatologista, o alto índice ajudou a ultrapassara média mensal, que era de 210 milímetros. \"Choveu 165 milímetros emSantos apenas nas últimas horas. O índice estava abaixo do esperado mas, com achuva de ontem, a meta foi batida para o mês de dezembro\", aponta. Oclimatologista reforça que o maior acumulado em Santos aconteceu em janeiro de1978, em 24 horas, com 194,6 milímetros de água. De acordo com ele, esse númeropode ser batido nas próximas horas.


Como alto volume de chuva, motoristas e moradores tiveramproblemas para se deslocar, por exemplo, entre as cidades de Santos e SãoVicente. A chegada de Santos pela avenida Nossa Senhora de Fátima foi bloqueadapela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para acesso de veículos leves jáque a chuva ultrapassava o limite das rodas dos carros de passeio. Apenascaminhões e ônibus conseguiam trafegar por um trecho. Moradores da ZonaNoroeste ficaram ilhados, alguns até fizeram barricadas na porta de casa paratentar evitar entrada de água. Já na avenida Senador Pinheiro Machado, no Canal1, o canal transborou e a água ficou no nível da rua.


A dificuldade no acesso causou reflexo também em São Vicente,tanto na Linha Amarela, onde a calçada que fica em frente a uma construção,cedeu, como nas avenidas Presidente Wilson e Monteiro Lobato (Linha Vermelha).O motorista também encontrou dificuldade na praia do Itararé, que ficouparcialmente alagada no sentido Santos / São Vicente.


Nas redes sociais, moradores de Praia Grande e Guarujá tambémrelataram problemas nas principais avenidas da cidade. Já em Cubatão, aDefesa Civil local registrou pontos de alagamento em diversos bairros daCidade, além de um pequeno deslizamento na Cota 200, mas não atingiu nenhumamoradia.


Preso no elevador
Um morador de São Vicente passou por momentos de tensão por conta da chuva. Elefoi avisado pelo zelador de que a garagem do prédio que fica no subsolo estavaalagada e o carro dele estava no local.


Jonathan Bento Souto disse que, assim que ficou sabendo,pegou o filho e desceu o elevador e, por pouco não passou pelo pior. “Estava noelevador eu e meu filho de doze anos. Chegando ao subsolo, começou a entrarágua e o elevador parou, e foi enchendo muito depressa, meu filho ficousegurando no meu pescoço, enquanto a água estava invadindo. O elevador subiu umpouco e minha cabeça conseguiu ficar para fora”, relata.


Como o zelador percebeu que Jonathan demorou para retornar,resolveu acionar o Corpo de Bombeiros. O susto durou cerca de 30 minutos, atéque ele e o filho conseguiram ser resgatados. “Foi um desespero. A água subiumuito rápido e chegou no meu pescoço. Estava tentando abrir o alçapão e a águaestava subindo. Os bombeiros demoraram meia hora para chegar e nós estávamosdentro do elevador presos, e a água não parava de subir. Foi horrível. Quandoeles chegaram, pediram para ter calma, subiram o elevador até o térreo, pois nagaragem não tinha condição de descer”, explica.


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