Fiscalização precária e tempo chuvoso aumentam caos no Centro às vésperas do Natal


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Quem ainda não comprou o presente de Natal e precisa passarpelo Centro de Campo Grande pode preparar-se para exercitar apaciência. As principais vias do quadrilátero central da cidade registram,nesta terça-feira (23), engarrafamentos \\'quilométricos\\', trânsito confuso,falta de vagas em estacionamento e lojas lotadas – detalhe: no iníciodesta tarde, não havia sequer agentes ou policiais controlando o tráfego naregião.


A confusão estende-se também às proximidades dos shoppings.Em alguns casos, filas com pelo menos cem metros se formam nosacessos.


De acordo com a assessoria de imprensa da ACICG (AssociaçãoComercial e Industrial de Campo Grande), as possíveis causas de tanto tumultosão, além da proximidade do Natal, a chuva que caiu durante quase toda a segunda-feira(22), impedindo, assim, muitos campo-grandenses de saírem de suas casas.


Desta forma, muita gente deixou para fazer compras nestaterça-feira ou na quarta-feira (24), véspera de Natal – quando as lojas noCentro ficarão abertas até às 18h.


O diretor da ACICG, Adelaido Luiz Vila, ressalta outrosfatores que levaram o trânsito de Campo Grande ficar tumultuado. Segundo ele,falta atitude em muitos agentes de trânsito.


“Fiquei observando o trânsito ontem (segunda-feira) e vimuitos agentes sem comando e perdidos, não orientavam os motoristas. Parece quemuitos são inexperientes e desqualificados”, acentua Adelaido. Parte do pessoalescalado para trabalhar nas ruas da cidade é da Guarda Municipal, unidade quetradicionalmente não cuida desta área. 


O diretor da ACICG também atribui os engarrafamentos àfalta de habilidade de muitos motoristas. “Muita gente não tem o hábito dedirigir e, por conta do Natal, saiu às ruas. Há muita gente sem prática”,ressalta.


A reportagem do Jornal Midiamax tentou contato comos agentes de trânsito, no fim da manhã desta terça-feira (23).Todavia, não encontrou nenhum no Centro da cidade para comentar sobre osengarrafamentos.


Público reclama

O comerciante Aragão Martinez diz que levou quase duas horaspara conseguir estacionar o carro na região do Camelódromo e MercadãoMunicipal. “Tive que estacionar umas duas quadras de distância, pois éimpossível parar perto”, ressalta.


A pensionista Cleonice Santos, de 67 anos, afirma que chegoupor volta das 8 horas e, por pura sorte, conseguiu estacionar em uma vaga paraidosos. “Parei meu carro e segui a pé, pois não dá para andar de carro”.


A funcionária pública Fleximene Martins optou por fazercompras de taxi. “Tenho carro, mas deixei em casa, porque acho mais fácil”,conta.


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