Taxista e esposa são presos acusados de manter 'boca de fumo'


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Uma operação desencadeada pelo SIG (Setor de InvestigaçãoGeral) da Delegacia de Polícia Civil local na noite de sábado (20) e madrugadade domingo, dia 21 de dezembro, levou para a cadeia um taxista e sua esposa,acusados de manter pontos de venda de drogas, a chamada “boca de fumo” e tambémmanter um sistema de “disk-drogas”, em Amambai.


Um ex-detento, segundo a polícia, apontado nas investigaçõescom o integrante do esquema, também acabou preso juntamente com o casal.


Durante a operação, que teve no comando o delegado titularde Polícia Civil em Amambai, Dr. 

Mikaill Alessandro Gouveia Faria, também foramapreendidas porções de drogas como crack e maconha, dinheiro em espécie,aparelhos celulares, dois veículos e documentações como contratos de trabalho,carteiras de trabalho e identidade administrativa de indígenas emitidas pelaFUNAI (Fundação Nacional do Índio), que segundo a polícia, eram retidos pelotaxista para obrigar os indígenas a permanecerem como clientes ou como garantiade pagamento de dívidas de corridas.


Investigação durou meses

De acordo com a Polícia Civil de Amambai, a operação, queresultou na prisão do taxista Rafael Cabrera Figueiredo, de 23 anos, de suaesposa, Daysi Araújo Borges, 27 anos e do ex-detento Genilson Machado Rocha, o“Gordinho”, também de 23 anos, foi desencadeada após um longo período deinvestigação por parte do Setor de Investigação Geral (SIG) da Delegacia local.


Já com amplo monitoramento realizado e de posse deinformações concretas que no local funcionava um ponto de venda de drogas, nanoite de sábado (20) os investigadores realizaram uma campanha nas proximidadesda residência do taxista e flagraram o momento que um usuário deixou o localcom uma porção de crack.


Abordado pelos integrantes do SIG, o indivíduo teriarelatado que havia acabado de comprar o entorpecente de Rafael Cabrera e pagadoR$ 10 reais pela porção da droga.


Diante da informação, a equipe realizou um cerco àresidência do taxista e em vistoria na casa, localizada na região da VilaGlória, encontrou o material acima citado.


Segundo o delegado encarregado da operação, Dr. MikaillFaria, durante entrevista com o taxista ele teria confirmado o esquema de vendade drogas e apontado Genivaldo Rocha, o “Gordinho”, que reside em um sítiolocalizado na vila rural Santo Antônio, como sendo um de seus fornecedores deentorpecente.


Na ocasião o taxista teria relatado também que Gordinho, quesegundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) responde a pelomenos quatro processos junto a Comarca de Amambai, inclusive por tráfico dedrogas, escondia as porções de drogas em pés de alface, na horta existente aosfundos de sua residência para não ser localizada em caso de uma ação policial.


Na vistoria na residência do ex-detento os policiais nãoencontraram drogas, mas realizaram a apreensão de uma balança digital, que foilocalizada dentro de um fogão aos fundos da casa, que segundo a polícia, podeter sido usada para pesar entorpecente e apreenderam também uma motocicleta,supostamente o veículo usado para levar as porções de drogas até o taxista.


De acordo com o SIG, o carro que Rafael Cabrera usava comotáxi, um Fiat Palio Weekend cor prata, placas NRZ 1249 de Amambai-MS, de corvermelha, também foi apreendido tendo em vista que as investigações apontaramque além de carregar o entorpecente, o taxista usava o Pálio para entregardrogas dentro do sistema conhecido como disk-drogas.


Segundo a Polícia Civil, as investigações também levantaramque Daysi Borges, a esposa do taxista, estava diretamente envolvida no esquema,pois quando o marido estava viajando era ela quem passava o entorpecente aosusuários que procuravam os serviços do casal.


Segundo o delegado encarregado pelo caso, Dr. Mikaill Faria,o taxista, a esposa e o ex-detento Genilson Machado foram autuados em flagrantepelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico.


A esposa de Gordinho, uma mulher de 26 anos, também chegou aser detida para averiguação, mas acabou liberada.


Daysi Araújo Borges também conseguiu habeas corpus junto aJustiça e foi liberada paa responder ao processo em liberdade, segundo apolícia.


Bocas lesionam a sociedade, diz polícia

Para a polícia bocas de fumo como a fechada nesse final desemana pelo SIG em Amambai, são altamente prejudiciais à sociedade em geral, poissão elas que alimentam e instigam crimes como furtos e roubos por parte deusuários para manter o vício e também estimulam aos jovens a entrar para omundo do crime.


Também são atribuídas as bocas de fumo crimes de violênciacomo agressões, tentativas de homicídio e até mesmo homicídios e inclusivecasos de violência doméstica, onde maridos e até mesmo filhos se tornamagressivos quando estão sob influências de drogas.


Abaixo a droga e o carro apreendido e momentos da operaçãodesencadeada pelo SIG que resultou na prisão de três pessoas


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