Ano novo começa com obrigatoriedade de mudar extintores


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Os proprietários de veículos fabricados antes de 2005 devempromover, até amanhã, a troca dos extintores de incêndio, conforme resolução doConselho Nacional de Trânsito (Contran), que determina o uso obrigatório domodelo ABC a partir de 1º de janeiro de 2015. A informação é do instrutor deTrânsito Rosildo Barcellos, que se preocupou em alertar os condores sobre alegislação que trata especificamente dessa exigência do Contran.


Segundo Barcellos, os condutores flagrados com extintoresdiferentes do especificado na resolução do Contran poderão ser multados em R$172,69, além do risco de terem seus veículos detidos pelos órgãosfiscalizadores até a troca do equipamento e sua regularização.


Barcellos explica que todos os veículos fabricados a partirde 2005 estão atualizados com o extintor ABC de série. Contudo, os modelosanteriores a esse ano utilizam e portam ainda o tipo BC, que atuava somente nocombate a líquidos inflamáveis (B) e nos equipamentos elétricos (C). O novoequipamento, de acordo com o instrutor, possui produtos para combate aincêndios em três situações, de isolamento de materiais de combustão (A) – oscombustíveis e das outras duas especificações, B e C.


O uso do extintor é obrigatório em automóveis, utilitários,caminhonetes, caminhões, triciclo automotor de cabine fechada, ônibus, veículosde transporte de produtos inflamáveis e reboques com carga acima de seistoneladas. O peso do extintor varia de um quilo a seis quilos, de acordo com otamanho do veículo.


O instrutor adverte ainda que, além da obrigação de possuiro novo extintor, também estará sujeito às mesmas penalidades o motoristaflagrado no caso de equipamentos vencidos, violados ou vazios. Depois deexpirada a validade de cinco anos, o extintor não sendo recarregável como osmodelos anteriores, faz com que os motorista necessitem descartá-lo. Adiferença no preço é justificada pela durabilidade e garantia do produto.


“O extintor antigo custava em média de R$ 20,00 a 40,00 eagora passa a ser cobrado em média de R$ 60,00 a 75,00 o equipamento de um quilo”,explica Barcellos.


Ele ressalta que o extintor da modalidade ABC tem por base,normalmente, o monofosfato de amônia e sulfato de monoamônio em detrimento aoanterior, à base de bicarbonato de sódio (Pó Químico Seco – PQS). “A classe Arefere-se aos materiais sólidos combustíveis como estofamentos, pneus etapetes. Por sua vez a classe B refere-se aos combustíveis líquidos, os maisutilizados nos veículos, como óleo, gasolina e álcool e, por último, o extintorda classe C representa os materiais elétricos energizados, tais como asbaterias dos veículos e a sua fiação elétrica”, esclarece.


Autor do livro Estórias e Histórias Que a Vida Nos FazContar, o instrutor de trânsito também lembra a grande importância do extintorpara princípios de incêndio e recomenda nunca abrir o capô do veículoabruptamente.


“Faça-o apenas com o espaço da fresta, tire as travas doextintor e utilize. Cuidado para não confundir problemas no arrefecimento, ouseja no radiador ou de superaquecimento e início de incêndio por outrosmotivos. Mas tenha certeza que o novo equipamento, sendo bem utilizado éeficiente, realmente, mas certamente o bem material vem depois da vida!”,alerta Barcellos.


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