PM confirma falta de abastecimento de combustível, e racionamento é criticado pela Associação de Praças: 'É um risco'


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A Polícia Militar confirmou, através de nota divulgada nestaterça-feira, que a corporação está enfrentando problemas no fornecimento decombustível. Na noite desta segunda, uma ordem repassada via rádio determinavaque as viaturas em patrulhamento nas ruas parassem, desligando o motor e asinaleira, com o intuito de economizar gasolina. A PM, porém, afirma que “nãohá alterações no atendimento às ocorrências e no patrulhamento do estado”.


De acordo com o aúdio recebido através do WhatsApp do EXTRA(21 99809-9952 e 21 99644-1263), a recomendação partiu diretamente do chefe doEstado Maior, coronel Claudio Lima Freire. Procurado por volta das 23h, cercade duas horas após a determinação ser repassada aos policias, ocomandante-geral da PM, coronel Íbis Pereira da Silva, disse não ter sidocomunicado do fato.


— Eu não tenho conhecimento dessa orientação, vou procurarme informar — disse o coronel.



A medida foi criticada por Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação dePraças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio. Para Vanderlei, ospoliciais ficam mais expostos a riscos sem o uso da sinaleira — uma nova ordem,no fim da noite de segunda-feira, já determinava a utilização do aparelho,mantendo a interrupção no patrulhamento.


— É um risco. Os policiais já estão vulneráveis, e paradosficam mais ainda. Cria uma situação muito delicada — afirmou Vanderlei,acrescentando: — A PM deixar de atuar por conta de falta de combustível é umabusrdo. Por mais que haja o problema no fornecimento, existem outrosmecanismos para suprir isso. E o comandante-geral teria a prerrogativa deimpedir que isso ocorresse.


Via WhatsApp, PMs ironizaram a ordem. “Aí, pode usar meus R$100 da cesta de Natal, não faço questão não”, afirmou um PM, em referência aobônus de R$ 100 que a PM prometeu dar aos policiais em troca da cesta de Natal.“Ah, não! Desliga a viatura, desliga a sinaleira. Mas o ar-condicionado, não!”,afirmou um outro PM. “Então tá, maneiro. Baseado no meio da (Rodovia)Washington Luís, valeu? Qualquer problema, disque 190. Se o problema for muitogrande, disque 193, irmão”, ironizou outro policial, lotado no 15º BPM (Duquede Caxias).


Até o início da tarde desta terça-feira, a Polícia Militarainda não havia informado quando a falta de combustível teve início, nem qual aprevisão para que a questão seja solucionada. Veja, abaixo, a íntegra da notaenviada pela corporação:


“A Polícia Militar informa que não há alterações noatendimento às ocorrências e no patrulhamento do estado. A Diretoria deLogística da PM está apurando com os fornecedores o que causou a interrupçãotemporária na entrega de combustível.”


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