Dona de padaria lutou com assaltante antes de ser baleada


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Imagens das câmeras de segurança da padaria assaltada nosábado (3), em Campo Grande, mostram que antes de ser baleada, a dona doestabelecimento reagiu e chegou a lutar contra o assaltante. A tentativa, nãorecomendada pela polícia, veio do instinto em tentar proteger o patrimônio dafamília. A mulher foi atingida por um tiro no rosto e aguarda em casa porcirurgia.


As marcas deixadas pelo crime vão muito além dos ferimentosou dos objetos danificados pela bala. Medo, apreensão e a sensação deinsegurança tomam conta dos funcionários do local. Um dos trabalhadores, de 22anos, que pediu para não ser identificado, disse já ter perdido as contas dequantas vezes o local foi alvo de bandidos desde que foi contratado há oitoanos.


“Nós ficamos mais apreensivos, ainda mais depois desseepisódio. Esse bairro, o Amambaí, é muito perigoso. Tem lugares em que você nãopode andar sozinho”, relata.


Colega dele, uma mulher de 34 anos, que também teme que oseu nome seja divulgado, diz que a partir do crime, passou até a prestar maisatenção no caminho entre o ponto de ônibus e o comércio. “Eu venho olhando paratodos os lados”, diz. “A gente vem trabalhar sem segurança nenhuma. Todas aspessoas suspeitas que entram na loja já fazem a gente ficar de olho”, diz.


O marido da vítima, também dono da padaria, diz estarindignado com a falta de segurança no bairro. “Dizem que é uma das regiões maisbem policiadas”, ironiza.


“É indignante, é uma situação de total impotência. O quedeixa mais triste é você saber que recolhe imposto e tem o direito de usufruirda segurança que os poderes supostamente poderiam dar a você, só queinfelizmente não tem. Eu nem sei se isso é culpa do estado. Acho que demanda umestudo mais longo, porque está aumentando cada vez mais a criminalidade e opior é a sensação de impunidade. Você saber que o bandido vai preso, mas quedaqui a pouco será solto”, relata.


Segundo o empresário, o local havia sido assaltado pelaúltima vez em março do ano passado após uma sequência de crimes. O homem calculaque o sistema de segurança implantado desde a época, com câmeras de segurança,alarmes e contratação de seguranças particulares afastou um pouco acriminalidade. Pelo menos, até agora. “Eles [assaltantes] nem ligam mais paraisso”, diz.


Desta vez, o proprietário havia acabado de sair para oalmoço quando houve o roubo. Segundo informações do boletim de ocorrência, osuspeito chegou ao local de moto e anunciou o assalto. A vítima foi baleada aose aproximar dele. Antes de fugir, o ladrão recolheu R$ 250 e ainda não foiencontrado.


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