Para fazer fotos com Fusca 74 na praia, casal viaja 1,2 mil km até o Paraná


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Para botar um Fusca “azul calcinha”, ano 74, na praia, efazer fotos ao lado dele, a historiadora Célida Vanilda Villalva, 28, e onamorado dela, o mecânico Cristiano Heleno Silva, 41, enfrentaram uma viagem de12 horas e percorreram 1,2 mil quilômetros de estrada, de Campo Grande aGuaratuba, no Paraná.


Na chegada, o casal não pensou duas vezes e colocou o carrona areia, de frente para o mar, e fizeram uma sessão de fotos que atraiucuriosos. As fotos saíram, mas o Fusca, que é rebaixado ficou lá,atolado. Mas a ajuda logo apareceu. “Tiraram com uma caminhonete.Como chama atenção, dificilmente passamos aperto”, conta.


A aventura aconteceu em Dezembro, no Natal. Na tarde do dia25, Célida e Cristiano deixaram Campo Grande e passaram a madrugada na estrada.Só chegaram no dia 26. No Caminho, na rodovia, despertaram a curiosidade demotoristas.


“As pessoas paravam a gente para perguntar, principalmentequando estávamos mais perto, fora do Estado. Olhavam o Fusca e a placa eperguntavam se a gente tinha rodado mesmo ou se era só a placa. Alguns filmaramtambém”, conta.


A dúvida mais comum, no entanto, é com relação à capacidadedo “possante”. “Querem saber se anda, se não estraga. Na visão das pessoasFusca não anda”, diz. Mas isso não é verdade, afirma. Na estrada, a velocidademédia foi, segundo ela, de 110/120 km/h.


O conforto e a segurança foram garantidos. O carro foi bemrevisado, reforça. Tem, além de alarme, ar e DVD. Os bancos são originais, commolas. É possível, sim, dar uma boa descansada, diz. Na ida, além docongestionamento, o único “perrengue” enfrentado foi com o cabo do velocímetro,que arrebentou bem perto da praia. Mas isso não interrompeu a viagem. Na volta,nada aconteceu.


Cristiano foi quem dirigiu. Ele é o dono do carro, mas osdois dividem a paixão pelo Fusca. Célida é presidente da Confraria dosApaixonados por Fuscas, em Campo Grande, e também tem o dela, herança defamília.


Na Capital, a jovem vive organizando encontros para trocarexperiências com outros amantes do modelo. Foi em um desses eventos,denominados “Fusqueadas”, que ela conheceu o namorado.

Com ele, Célida já fez outras viagens. Uma delas foi praAssunção, Capital do Paraguai, em um comboio que reuniu mais de 20 Fuscas. Aida à praia e a foto do carro na areia foi a realização de um sonho, mas aintenção é ir além.


“Meu sonho é viajar para Ouro Preto e tirar fotos na praiade Tiradentes. Acho que dá dois mil quilômetros. Mas quero ir com o meu”,revela. E completa: Na minha infância eu sempre viajei de Fusca. Para mim, issoé reviver o passado. É muito gostoso”.


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