Hollande diz que ameaças à França não acabaram


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Após a morte dos dois jihadistas que supostamente atacaram arevista satírica \"Charlie Hebdo\" e do homem que fez reféns em ummercado de produtos judaicos em Paris, o presidente François Hollande fez umpronunciamento considerado pouco incisivo, sem dar detalhes de quais serão ospassos do governo francês a respeito do terrorismo.


O presidente francês agradeceu a eficiência e dedicação dospolicias que salvaram reféns e disse que este era o objetivo principal. Eletambém lembrou a solidariedade da população que apoiou as ações e as mensagensde líderes internacionais.


“A França, mesmo diante de uma ameaça muito grave, souberresponder à altura”, afirmou Hollande. Ele destacou que o governo “se manteve atodo momento vigilante, sereno e respondeu diretamente e com força”.


Hollande chamou de fanáticos homens que cometeram os atosbárbaros e disse que não há nenhum outro caminho para eles a não ser “a forçada Justiça”. O presidente destacou, porém que os terroristas “não representamtoda a comunidade muçulmana”.


\"Eu os convido à unidade. Esta é a nossa melhor arma.Devemos mostrar a nossa determinação contra qualquer coisa que possa nosdividir. Precisamos ser implacáveis contra o racismo e o anti-semitismo”,acrescentou.


O presidente confirmou também que quatro pessoas forammortas nesta sexta-feira (9) no mercado kosher em Paris, mas não detalhou quemeram elas. Ele não deu mais informações sobre novidades nas investigações nemas próximas medidas que o governo francês deve tomar.


Assim como, no discurso que fez logo após os atentados,Hollande terminou o pronunciamento exaltando o nacionalismo do país.\"Nesta prova, vamos emergir ainda mais fortes. Viva a República, viva aFrança\".


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