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MST ocupa usina desativada para fortalecer reforma agrária
Cerca de 100 famílias do Movimento dos Trabalhadores RuraisSem-Terra de Mato Grosso do Sul (MST/MS), ocuparam uma área da Usina SucroenergéticaAgrisul Agrícola unidade de Mato Grosso do Sul, no distrito de Quebra Coco, emSidrolândia, a 70 km de Campo Grande e montaram um novo acampamento visando aReforma Agrária e a criação de um novo assentamento no local.
A usina está desativada há cerca de três anos, possui sériosproblemas trabalhistas, onde cerca de 700 ex-funcionários reivindicam ospagamentos de dívidas e o acerto de salários vencidos, as dívidas individuaisdos trabalhadores passam de 80 mil reais, além do não pagamento de questõescomo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O Ministério Público do Trabalho estima que a usinaCBAA/Agrisul, do usineiro José Pessoa, possui uma dívida em torno de R$ 1bilhão com bancos, fisco, fornecedores e encargos trabalhistas.
São nove mil hectares de área, com quatro mil de terrasdevolutas, que são terrenos públicos, ou seja, propriedades públicas que nuncapertenceram a um particular, mesmo estando ocupadas.
A área foi escolhida pelo movimento, pois além deimprodutiva, a usina que foi construída com recursos federais do Banco Nacionaldo Desenvolvimento (BNDES) está totalmente abandonada e sucateada. Atualmentesomente treze funcionários continuam contratados para fazer a guarda do local.
O MST/MS está reivindicando a Reforma Agrária das terras dausina e continuará fortalecendo o novo acampamento no local. As informações sãode que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) já fez avistoria do local para averiguar se a área é ou não improdutiva e o movimentoestá acompanhando o processo no aguardo de uma resposta positiva que permitiráque mais famílias tenham acesso a terra e a uma vida digna em Mato Grosso doSul.










