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Brasil sofre com ataque esloveno e perde terceiro jogo no Mundial

O Brasil tentou demais, mas esbarrou na Eslovênia, quartacolocada do Mundial de 2013. Diante do bom aproveitamento da Eslovênia nosarremessos - só errou oito em 43 tentativas -, a seleção sofreu a terceiraderrota no Mundial do Catar, por 35 a 32, nesta quarta-feira, no Duhail Hall,em Doha. Ainda na quarta posição, os brasileiros agora terão que disputar aquarta vaga do Grupo A para as oitavas de final no duelo de sexta-feira contrao Chile, lanterna da chave. A vaga pode se confirmar até com um empate casoBelarus perca para o Catar.
- Saímos extremamente frustrados. Tínhamos condições devencer. No primeiro tempo tomamos 19 gols, coisa que não estamos acostumados.Equipe deles se adaptou bem à nossa defesa. Eles têm o mérito, mas deixamos adesejar. Tem que pensar agora na vitória contra o Chile - disse o centralDiogo.
A defesa brasileira não foi páreo para o ataque esloveno.Não só Dragan Gajic foi responsável por 12 gols na partida como a seleçãoeuropeia só desperdiçou sete dos 42 arremessos que teve - o ponta-direita é oartilheiro do Mundial, agora com 39 gols em quatro partidas. O Brasil, poroutro lado, desperdiçou muitas bolas, principalmente na reta final da partida.
- No primeiro tempo fomos mal na defesa. Falhamos.Conseguimos melhorar a defesa. No final erramos, mas incomodamos os eslovenos.O campeonato não acabou. Temos mais um jogo para nos classificar. Não adiantaficar lamentando - disse o ponta-esquerda Borges, artilheiro do Brasil no jogocom 7 gols.
- O Brasil jogou muito bem, fez uma marcação agressiva edificultou as coisas para a gente. Mas conseguimos nos virar, contamos com umcerto cansaço deles no final do jogo e conseguimos fazer duas rotações quedefiniram a partida. O Brasil será um problema para qualquer equipe queenfrentar aqui no Catar - disse Dragan Gajic, companheiro de equipe de Borgesno Montpellier, da França.
Com apenas uma vitória no Mundial, o Brasil permanece naquarta posição do Grupo A, levando vantagem sobre Belarus no critério dedesempate confronto direto. O time comandado por Jordi Ribera terá que buscarna última rodada a classificação para as oitavas de final e precisa vencer oChile para não depender do resultado da partida entre Belarus e Catar. O duelosul-americanos será nesta sexta-feira, às 12h (de Brasília). O GloboEsporte.com acompanhaem Tempo Real, o Sportv transmite o jogo ao vivo, e assinantes do CanalCampeão também podem assistir pelo SporTV Play.
O jogo
Jordi repetiu em quadra a mesma estratégia do jogo contraBelarus. Quando o time defendia, Tchê e Valadão davam lugar a Teixeira eThiagus, que marcou o primeiro gol da partida, num contra-ataque. Aos poucos,porém, a partida se mostrava diferente daquele de segunda-feira, muito maisequilibrada.
O Brasil se manteve à frente com os gols de Tchê e Chiuffa(duas vezes), mas nunca com uma vantagem maior de dois. A queda de rendimentodo time brasileiro veio a partir de um pênalti desperdiçado por Chiuffa, quandoa partida estava empatada em 4 a 4. Cometendo erros bobos nas jogadas deataque, como um passe curto de Diogo nas mãos de Skube, a seleção logo se viuatrás por 8 a 5. Mesmo com o tempo pedido por Jordi, os eslovenos chegaram a 10a 7, muito na conta de Miha Zvizej e do artilheiro do Mundial, Gajic, ambos comquatro gols até então no jogo.
Jordi botou Rick para defender o gol brasileiro, mas amudança não surtiu muito efeito. E a recuperação defensiva do Brasil estavaruim. A cada gol da equipe, os eslovenos achavam rápido o caminho para a metaverde-amarela, como no quinto gol de Gajic. E Skof também vibrava muito comcada defesa que conseguia.
Com a entrada de Zeba, o capitão da equipe, a seleçãoacordou. O camisa 3 deu passe para dois gols, marcou o primeiro dele no jogo edepois o time chegou ao empate em 12 a 12 com Borges, faltando dez minutos parao intervalo. Apesar da reação, o Brasil caiu de novo, tomando três golsseguidos, e demorou para reequilibrar o confronto. Após o quinto gol de Borges,Zeba chegou a deixar tudo igual (18 a 18). Porém, a seleção tomou um gol deBezjak e foi para o intervalo atrás no placar.
Apesar dos esforços no ataque - foram três gols de Zé nosquatro primeiros minutos do segundo tempo -, a equipe brasileira raramenteconseguia segurar a troca de bolas ou a velocidade dos adversários numasituação de contra-ataque. Os eslovenos sempre achavam alguém livre, e Gajicfoi o mais premiado, fazendo o oitavo dele. Rick também estava mal, deixandopassar muitas bolas defensáveis, e foi substituído por Bombom com o Brasilatrás por 26 a 23. No segundo tempo pedido por Jordi, a 20 minutos do final dapartida, a desvantagem já era de quatro gols (28 a 24).
A instrução dada pelo técnico pareceu dar certo. João eBorges diminuíram, mas os erros nas finalizações ainda eram um problema sérioda seleção. Depois de muitos arremessos dos comandados de Jordi, Zeba enfimbalançou a rede num pênalti. E num contra-ataque, como quem desabafasse dentrode quadra, Chiuffa soltou o braço para empatar o jogo: 28 a 28. Para coroar areação brasileira, Thiagus, de longe, aplicou a virada verde-amarela.
Os últimos dez minutos de jogo foram de muita tensão. A cadagol de empate da Eslovênia - inclusive o décimo de Gajic (31 a 31) -, o Brasilrespondia com outro e retomava a frente do placar. Quando o time, tentando umamarcação mais apertada, deixou espaço para dois gols dos oponentes (34 a 32),Jordi queimou o último pedido de tempo dele, a quatro minutos do fim. Porém, otime ficou muito afoito e viu Gajic marcar o 12º gol dele para encerrar oconfronto.











