'Implorou para não morrer', diz amiga de funkeiro morto em Guarujá, SP


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A ex-namorada do funkeiro Vitor Mesquita, o MC Vitinho, de22 anos, morto na última quarta-feira (21), afirma que o cantor não eracriminoso e que foi executado por policiais motivados pelas letras do MC, quecostumavam ameaçar a corporação. Já de acordo com a versão apresentada pelapolícia, Mesquita foi baleado após atirar várias vezes contra policiais.


Segundo Liliane Souza, que afirma ter estado com Mesquitapoucas horas antes dele morrer, algumas testemunhas, que já estão sendo ouvidaspela Polícia Civil, afirmam que o MC implorou para não morrer. Ainda de acordocom ela, que apesar de ex ainda mantinha um relacionamento com a vítima, elenão estava armado. A Polícia Civil confirma os depoimentos que dizem que o MCpediu para não ser baleado.


De acordo com a polícia, uma equipe da PM fazia umpatrulhamento de rotina, pela Rua das Magnólias, quando os policiaissuspeitaram do comportamento do funkeiro. Quando viu a viatura se aproximando,segundo a polícia, o MC sacou uma pistola e efetuou três disparos em direçãoaos policiais, que acabaram revidando e atingindo o cantor após perseguição.Uma pequena quantidade de drogas teria sido achada na casa onde o MC foiencontrado.


Liliane manteve um relacionamento com o funkeiro durantetrês anos e não acredita na versão informada pela PM. Não estávamos maisjuntos oficialmente, mas éramos amigos e saíamos juntos. Eu estava com ele até1h20 e ele não estava armado. Vimos várias viaturas do BAEP e da PolíciaMilitar rondando a região. Depois que eu fui embora, ele ficou com um amigo etudo aconteceu, conta.


A jovem conversou com moradores do bairro Jardim Primavera,onde o cantor vivia sozinho. Testemunhas disseram ter ouvido vários disparos emuitos gritos por volta das 4h20. Segundo ela, o amigo que estava juntoconseguiu fugir e não foi atingido pelos policiais. Eu fui até o local evi várias marcas na parede. A impressão que eu tenho é que ele tentou seesconder atrás do muro e não conseguiu. Me disseram que ele gritava muito. Eleimplorou para não morrer. Foram maldosos com ele, porque ele não estava armadonem tinha drogas, afirma.


Liliane acredita ainda que a morte do cantor tenha sidomotivada pelas músicas de apologia ao crime escritas e cantadas por ele.Eu já tinha falado pra ele que era perigoso, mas ele batia de frente. Eleera imaturo, andava com pessoas erradas, mas ele não era bandido,finaliza.

O G1 entrou em contato com o comando da PolíciaMilitar às 10h36 desta quinta-feira (22) para pedir uma explicação sobre oassunto. Até o fechamento desta reportagem, porém, a PM ainda não havia semanifestado oficialmente.


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