Nova Andradina
Palhaço surpreende público ao se apresentar em lanchonete de Nova Andradina

Na noite desta quinta-feira (22), uma cena pouco vista nacidade de Nova Andradina chamou a atenção de clientes de uma lanchonetelocalizada no centro da cidade. O estabelecimento oferecia a seus clientes umshow musical ao vivo, quando o público foi surpreendido por um palhaço de rua.
O artista se apresenta nas cidades de Mato Grosso do Sul através doCircuito Interestadual Independente, com o espetáculo 100 Virtuose do PalhaçoChallito que vem sendo adaptado para apresentações de rua.
No princípio, quando os músicos pararam de tocar e o palhaçoChallito surgiu entre as mesas, o público ficou perdido, uma vez que ninguémesperava uma apresentação de rua no meio de uma lanchonete. De repente, o quepareceu estranho foi se tornando interessante e o público começou a interagircom o artista, que realizou um número de aproximadamente 20 minutos.
A interação, descontração e irreverência de Challito logoconquistou a atenção dos presentes, que aprovaram a apresentação e disseramsentir falta de mais ações culturais como essa na cidade.
Eu acho o máximoesse tipo de apresentação. Já acompanhei muitas vezes na rua e em praças,principalmente durante minhas idas à Dourados e Campo Grande, mas apresentaçãoem lanchonete foi a primeira vez, disse Rodrigo Santos, um dos clientes.
Em entrevista ao Nova News, Charlles Santos, da cidadede Nova Alvorada do Sul, estudante de Artes Cênicas da Universidade Federal daGrande Dourados (UFGD), artista que vive Challito, explicou que o espetáculonasceu através de um laboratório e hoje percorre diversos pontos do Estado.Segundo ele, o projeto consiste em se apresentar pelas cidades de Mato Grossodo Sul através de uma parceria com o município, que por sua vez oferece ahospedagem ao artista e sua equipe, na oportunidade formada por KellyNunes.
Charles explica que se apresenta em locais públicos em trocade cachê depositado no chapéu, uma forma tradicional de pagamento pelasapresentações assistidas nas ruas. Depois que o público assiste aapresentação eu passo o chapéu e eles contribuem da forma que acharem melhor.Já teve gente que não tinha dinheiro e me deu o celular, brincou.
A arte do teatro de rua é uma forma teatral quepossui origens na antiguidade. O teatro nasceu no espaço aberto e desde aGrécia Antiga sempre colocou na cena os problemas das cidades e dos cidadãos.Charles disse que o trabalho dessa turnê é justamente ganhar espaço nasociedade e fazer com que as pessoas parem e prestem atenção na arte. Acorreria do dia a dia, a internet, a televisão nos tiram muito tempo e, asvezes, não sobra para se alimentar da arte e o intuito do espetáculo de rua éjustamente esse, abordar as pessoas em ambientes que ela não esperaria tercontato com arte, explicou ele.
Charles disse que, apesar das dificuldades encontradas, oacolhimento, principalmente por parte da população das cidades do interior ébastante grande. O artista conta que a única dificuldade ainda é no pagamentopós-espetáculo. Ele conta que quando o público vai ao teatro paga o ingressoantes do espetáculo, já na rua o pagamento e após a apresentação, o que paramuitos acaba sendo associado a uma esmola. É difícil, mas já foi pior.Devagar, vamos conquistando nosso espaço e um dia chegaremos lá. As pessoas quenão tem dinheiro não são obrigadas a contribuir com o chapéu e, se por ventura,alguém tiver apenas 50 centavos e quiser pagar, ótimo, mas o faça com aconsciência de que o valor não é uma esmola, desabafou.
O artista se apresenta na cidade de Nova Andradina nesta sexta-feira(23) e na cidade de Batayporã, no sábado (24) e domingo (25). Em NovaAndradina, Challito não tem o espaço de apresentação definido, já em Batayporã,o palhaço se apresenta na manhã de sábado (24), durante a feira, localizada aolado do Espaço Cultural da cidade e, no domingo, também de manhã, na Praça daIgreja Matriz, após a celebração da missa.
Charles Santos divulgou que nos dias 29 e 30 de janeiro estará em Ponta Porã edia 3101 em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O Circuito tem como objetivoprincipal, o laboratório pratico de formar rodas de palhaço nas praças, ruas,escolas e locais alternativos das cidades do interior, fomentar o pagamentopela arte no chapéu, finalizou.










