Após fechar Ponte, manifestação do Comperj segue rumo à Petrobras


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Depois de interditarem as pistas da Ponte Rio-Niteróipor duas horas nesta terça-feira (10), funcionários do ComplexoPetroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) seguiram em passeata pela ZonaPortuária do Rio por volta das 14h30. Segundo manifestantes, o destino doscerca de 150 operários, que estão com salários atrasados há três meses, é asede da Petrobras, no Centro.


Por volta das 14h30, o grupo fechou a faixa lateral daAvenida Brasil, uma das vias principais da cidade. Em seguida, entrou na Av.Francisco Bicalho, em direção ao Centro. Às 14h50, alguns deles já estavam naAvenida Presidente Vargas, fechando duas faixas da pista central em direção àCandelária, debaixo de um calor de 39ºc.


Agentes da Polícia Rodoviária Federal acompanharam amanifestação na Ponte Rio-Niterói, que teve início por volta do meio-dia.

Reforço em outros modais
Após a manifestação na Ponte, a Secretaria de Estado de Transportes determinoureforço imediato no serviço de barcas, trens e ônibus intermunicipais. Amedida, de acordo com a secretaria, será mantida até a normalização do tráfegona ponte e nos acessos ao Centro da cidade.


Por conta dos impactos na Linha Vermelha e Avenida Brasil,os trens da SuperVia serão uma opção para os passageiros que saírem do Centropara Zona Oeste. As barcas operam com frota total para quem deseja fazer atravessia entre os municípios Rio e Niterói e, além disso, a Fetransporimplantou reforço nas linhas de ônibus intermunicipais que partem de Niteróicom sentindo a São Gonçalo, Itaboraí e Maricá.


Manifestantes querem receber atrasados
Este é mais um protesto dos funcionários terceirizados do Comperj que afirmamnão receber salários há três meses. Eles reivindicam o pagamento dos direitostrabalhistas, tanto dos efetivos quanto dos recentemente demitidos, e umadefinição por parte da empresa, a Alumini, sobre a continuidade do trabalho nocomplexo, que foi interrompido.


Segundo o sindicato (Sintramon), cerca de 2,5 mil pessoasestão com os salários atrasados, sendo que 127 não recebem desde novembro de2014. Desde o início dos protestos, na quinta-feira (8), os acessos às obrassão bloqueados, provocando a paralisação das atividades.


O Sintramon entrou na Justiça do Trabalho de Itaboraí comuma medida cautelar para garantir o pagamento aos trabalhadores. A empresapagou apenas duas das três parcelas do que havia acertado no Ministério Públicodo Trabalho (MPT) para a quitação das verbas rescisórias de cerca de 200demitidos.


A decisão de entrar com as ações na Justiça aconteceu devidoà impossibilidade de acordo, já que os representantes da Alumini nãocompareceram à audiência. A empresa comunicou, no dia 13 de janeiro, ao MPT suaausência na audiência dizendo que não poderia propor novo acordo. As verbas daAlumini estão bloqueadas por conta de uma ação movida por trabalhadores daempresa que atuam na Refinaria Abreu e Lima.


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