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Mulher-bomba no noroeste da Nigéria deixou sete mortos
Um atentado suicida realizado por uma mulher-bomba em ummercado lotado em Biu, no estado de Borno (nordeste da Nigéria) deixou ao menossete mortos nesta quinta-feira.Eu contei sete pessoas (mortas) no local emais de 20 outras sangravam gravemente, declarou a testemunha, ZakkaEmmanuel.
Além disso, dezenas de combatentes do grupo Boko Haramatacaram esta semana a cidade de Kanamma, no estado de Yobe (noroeste daNigéria), onde vários policiais foram mortos, informaram nesta quinta-feirafontes de segurança e testemunhas.Na mesma região, um ataque suicida foifrustrado na quarta-feira em Potiskum, a capital econômica de Yobe. O atentadovisava a sede de campanha do governador do estado, Ibrahim Geidam, segundo astestemunhas.
O ataque a Kanamma ocorreu na segunda-feira, mas só foicomunicado nesta quinta-feira em razão das dificuldades de comunicação com aárea, de acordo com várias fontes de segurança e moradores contactados a partirde Kano, a maior cidade do norte.Os agressores estavam armados com fuzis eexplosivos e atacaram um posto policial na cidade, disseram as fontes.
Os terroristas dominaram nossos homens e incendiaram adelegacia de polícia, eles sequestraram o delegado, cujo corpo foiencontrado no meio do mato, declarou uma fonte da segurança que pediupara não ser identificado.Vários outros policiais foram mortos, segundo afonte, que não foi capaz de precisar o número de vítimas.Estas informaçõesforam confirmadas por um residente de Kanamma, Maina Kachalla, segundo quem adelegacia foi destruída e incendiada.
Em Potiskum, um homem tentou se infiltrar na sede decampanha do governador de Yobe, Ibrahim Geidam, mas foi impedido por umamultidão que o considerou suspeito ao vê-lo rondando o local, indicaram váriastestemunhas.Perseguido, ele fugiu para um prédio abandonado, onde se explodiu,explicou uma testemunha, Abubakar Ubale, cujo relato foi confirmado por outrasduas pessoas que estavam presentes na cena do crime.
Potiskum havia registrado sete mortos em um atentado suicidaem 1º de fevereiro. No dia seguinte, o presidente nigeriano Goodluck Jonathan,candidato à sua sucessão, havia escapado de um atentado na saída de um comíciono estádio de Gombe (nordeste). A explosão ocorreu poucos minutos após suasaída.
Esperanças na guerra contra o Boko Haram
Estes novos episódios de violência ocorrem no momento em queas tropas de vários países vizinhos combatem o Boko Haram, que atua desde 2009na Nigéria. O grupo armado controla vastos territórios no nordeste e temmultiplicado seus ataques em Estados vizinhos.Os países da região - Chade,Níger, Nigéria, Camarões e Benim - concordaram em 7 de fevereiro em mobilizar8.700 homens em uma força militar regional contra o grupo islâmico.
A ofensiva militar regional em curso foi citada como a razãooficial para o adiamento em seis semanas das eleições presidenciais,legislativa e parlamentar na Nigéria, inicialmente previstas para 14 defevereiro. A nova data foi fixada em 28 de março pela Comissão EleitoralNacional Independente (INEC), a pedido da Agência de Segurança Nacional (NSA).
A justificativa da NSA é que se as eleições fossemrealizadas em 14 de fevereiro, as forças de defesa não estariam disponíveispara garantir a sua segurança, já que estariam mobilizadas contra Boko Haram.
O presidente Jonathan, muito criticado em seu país e noexterior por sua incapacidade de parar os ataques do Boko Haram durante os seisanos de insurgência declarou estar confiante.
Estamos muito esperançosos de que, nas próximassemanas, as operações militares vão se acelerar, antes das eleições nofinal de março, disse em uma entrevista transmitida ao vivo por várias cadeiasnacionais.Mas eu não digo que nós vamos destruir Boko Haram nesteperíodo, indicou.
Na Nigéria, analistas e habitantes estão céticos sobre aschances reais de sucesso militar em seis semanas contra um grupo que cresceu ese fortaleceu por tandos anos.










