Homem é preso 3 vezes em um ano por tráfico de animais


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CAMPO GRANDE NEWS

Marco Antônio Alves Plácido, de 36 anos, foi preso anteontem (15) em Penápolis (SP) transportando papagaios e maritacas capturados em Mato Grosso do Sul. Essa é a terceira vez em que ele é preso por tráfico de animais em apenas um ano e meio.

Na quarta-feira, ele foi flagrado pela PRE-SP (Polícia Rodoviária Estadual) no km 300 da SP-425 levando aves no banco traseiro de uma Parati, de placas BGJ-0829, com destino a Penápolis.

Foram apreendidos 149 papagaios verdadeiros e quatro maritacas em quatro gaiolas que serviam de assento do carro.

O motorista foi multado administrativamente em R$ 76.500,00 pelo transporte irregular das aves e R$ 77.500,00 por maus-tratos contra os animais.

Ele foi encaminhado à delegacia onde assinou um termo por ter cometido o crime ambiental, mas liberado em seguida. As aves foram trazidas de volta a MS, encaminhadas pelo Ibama ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) para serem reintroduzidas na natureza assim que possível.

Reincidente - Às 20h30 do dia 17 de maio de 2009, Marco Antônio foi flagrado pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na rodovia MS-295 transportando 150 cardeais em um Vectra.

Conforme o registro policial, as aves estavam em quatro gaiolas de apenas 6cm cada cobertas por um edredon. Havia também uma arara vermelha dentro de uma sacola de nylon.

Marco Aurélio contou à Polícia que havia capturado as aves em uma propriedade rural e comercializaria em Guarulhos.

Exatamente seis meses depois, no dia 17 de setembro de 2009, ele foi detido na MS-276, em Eldorado, transportando em um Fiat Idea com placas de Guarulhos 123 filhotes de papagaio e uma arara.

Os animais estavam debaixo do banco traseiro do veículo. Desta vez, Marco disse à Polícia que morava em Osasco e estava em Naviraí, onde alguém ofereceu os animais por R$ 500,00 e ele aceitou comprar.

PMA - Comandante da PMA (Polícia Militar Ambiental), o major Carlos Sebastião Matoso Braga, explica que um traficante de animais pode ser considerado reincidente apenas depois que o processo referente ao crime tiver sido julgado.

“A lei de crimes ambientais não tem uma pena específica para quem faz o tráfico de animais”, completa o comandante. Isso porque a pena não é diferenciada conforme a quantidade de animais transportados.

O que ocorre é que no âmbito administrativo, competência da PMA, aumenta o valor da multa conforme o número de vezes que ele comete o crime.

Para o comandante da PMA, a lei criminal terá que ser reavaliada no sentido de incluir uma pena diferenciada para quem comete o tráfico de animais principalmente quando ele está aliado a maus-tratos.

Ele afirma que os casos de tráfico de animais de MS não são muitos, há apenas registros pontuais. “Os papagaios não saem Pantanal, mas do Vale do Ivinhema”, esclarece.

Conforme o major, as apreensões de pessoas transportando esses animais costumam ser realizadas de Dourados ate Batayporã.

Ele lembra que nos últimos anos as parcerias entre os órgãos de fiscalização foi intensificada e vários deles ficam atentos ao tráfico de animais silvestres. Quando há alguma irregularidade, a PMA é acionada.
 


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