Manifestantes levam outras 'bandeiras' para rua, além da defesa de Dilma


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Cerca de duas mil pessoas participam da manifestaçãopró-presidente Dilma Rousseff (PT) e Petrobras, nesta sexta-feira (13), etambém levam para rua outras reivindicações como reforma agrária eregularização de áreas indígenas. O grupo está concentrado na Praça do RádioClube, em Campo Grande, onde o trânsito já apresenta lentidão.


De acordo com a Polícia Militar, o público ampliou de cercade 200 para 2 mil pessoas e não há registro de tumulto ou confusão. Osparticipantes fazem parte de movimentos sociais, dentre eles MST (Movimento SemTerra), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Fetems (Federação dosTrabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).


Clauder Viana partiu de Anastácio, município distante 135quilômetros da Capital, para cobrar avanços na reforma agrária no Estado.Eleitor da petista, ele pontuou que seu movimento não tem por objetivo apoiar apresidente e a Petrobras porque “não se deve apoiar a corrupção e a situaçãoeconômica do jeito que está quem paga é contribuinte e isso é errado”.


O cacique da Aldeia Água Bonita, Nito Nilson, mobilizoucerca de 15 pessoas da comunidade para participar da ação. Mesmo tendo votadoem Dilma, eleita em segundo turno com 51,32% dos votos válidos, o indígenadisse que sua luta é por regularização fundiária. Sobre a corrupção, pontuouque não se pode apoiar companheiros envolvidos em desvios que “não é do tempo doPT e o Brasil precisa de parceiros, mas não de corruptos que massacram ostrabalhadores”.


Conforme a professora Ana Paula Oliveira Costa, quepercorreu 338 quilômetros de Três Lagoas para participar do ato, são nocivas asmedidas provisórias 664 e 665 que modificam regras de benefíciosprevidenciários tais como abono salarial, seguro desemprego e auxílio-doença.Ela, que pertence ao sindicato de professores, ainda acredita que a luta dehoje também é “contra a corrupção das pessoas e que a presidente pode ter tidopessoas ao seu lado que roubaram sem sua anuência”.


Já o presidente da ACP (Associação Campo-Grandense dosProfissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves comentou aindaque o panorama atual é ruim, porém não justifica “tirar o mandato da Dilma” erelembrou depoimento do ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco,de que o processo de corrupção na empresa iniciou em 1997 e se institucionalizoua partir de 2003, não cabendo como solução sua privatização.


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