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'Lembro do Dia das Mães', diz filha de morta em queda de helicóptero no AM
Enfermeira era de MS e esteve com os filhos no Dias das Mães.Perícia diz que corpo da vítima passará por exame de DNA.
Acostumada com a rotina de ter a mãe esporadicamente emcasa, por conta do trabalho nas aldeias indígenas, a estudante LarissaFernandes de Souza, de 22 anos, diz que os familiares jamais imaginavam que elapudesse ser vítima de um acidente de helicóptero, embora a mãe viajassefrequentemente. A última lembrança, segundo a jovem, foi o Dia das Mães.
Minha mãe tinha uma rotina de trabalho em que ela atuavacomo enfermeira por 45 dias e depois passava cerca de 25 dias em casa. Eladesempenhava essa função há dois anos e meio. Antes ela era concursada nointerior do Estado, mas jamais imaginávamos que algo assim pudesse acontecer,afirmou ao G1 a jovem.
Com relação aos outros filhos, Larissa conta que a mãepassou o Dia das Mães com o seu irmão e a cunhada.
Como eu estou morando em Dourados [a 214 km de CampoGrande], vi a minha mãe pela última vez no dia 1° de maio. Mas ela passou o Diadas Mães em família, sendo a última lembrança que temos, comentou a jovem.
DNA
Após cinco dias de buscas pelo helicóptero Modelo AS 355, em Atalaia do Norte eTabatinga, no Amazonas, as vítimas foram resgatadas na última quarta-feira (3).
Durante a noite, a Força Aérea Brasileira (FAB) inclusiveconfirmou a morte de todos os ocupantes.
A perícia em Brasília nos informou que estão realizando oexame de DNA para identificação e que a chegada do corpo, em Campo Grande, seráem média daqui a 15 dias, comentou a estudante.
Entre os ocupantes da aeronave, que prestava serviços para aSecretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e à Casa de Saúde Indígena(Casai), estavam o piloto Alexandre Félix de Souza, a enfermeira LuziaFernandes Pereira, a acompanhante Marcelânia Souza da Silva, a índia MaruboMarcelina Cruz dos Santos e a índia Tikuna Luciana Guedes do Carmo.
Investigação
Na manhã desta quinta (4), equipes de resgate da Força Área Brasileira, queajudaram nas buscas por vítimas do acidente, voltaram ao local da tragédia. Osmilitares recolhem peças da aeronave que devem ser utilizadas na investigaçãodo caso. A FAB não informou quais peças devem ser recolhidas.
Ainda conforme da Força Área, o Serviço Regional deInvestigação e Prevenção de Acidente Aeronáuticos (Seripa-7) irá investigar ascausas do acidente










