PMDB só não deixa governo por compromisso político, diz Cunha


PUBLICIDADE

AGENCIA BRASIL 

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje(16) que o PMDB só manterá a aliança com o PT até o final do governo paracumprir o compromisso firmado nas urnas e manter a governabilidade do país.Segundo ele, não é “improvável” que a legenda saia a qualquer tempo do governo,mas esta não seria a postura “ideal”.


“É uma forma de dizer para a sociedade que estamos lá paradar governabilidade porque assumimos este compromisso mas estamos doidos paracair fora”, afirmou. Durante um balanço sobre o primeiro semestre a frente daCâmara dos Deputados, Cunha explicou que a legenda tem responsabilidade com opaís e que a população não entenderia uma saída do PMDB neste momento, masacrescentou: “Se tem um partido que não quero fazer aliança hoje é o PT”.


O presidente da Câmara afirmou que o PMDB nunca fez parte dogoverno e o fato de ocupar o comando de alguns ministérios “não significanada”. Segundo ele, as pastas interessam apenas aos ministros mas não contemplaou inclui as posições do partido na tomada de decisões.


“O PMDB não está no governo. Estão os ministros, mas sepegar a estrutura abaixo é toda do PT. O PMDB não manda nos ministérios. Agente fica com o ônus e não com o bônus.  A aliança não teve apoio de 40%do partido. E esses mesmos 40% continuam contrários ao governo. O PMDB sóserviu para votar e nunca para preparar uma elaboração política,” avaliou.


Ontem, Cunha, vice-presidente da República Michel Temer e o presidentedo Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) confirmaram que a legenda terá candidaturaprópria nas eleições de 2018. Cunha disse que não há candidaturas acertadas edescartou inclusive especulações sobre o seu nome. “Não sou candidato a nada.Se o povo deixar eu voltar como deputado já vou ficar feliz”, garantiu. Paraele, as declarações de Temer e Renan mostraram que os peemedebistas agora estãofalando “a mesma língua”. “Quando eu falava era rebeldia. O PMDB tomou umposicionamento político. Todos que têm influência e liderança no PMDB pensamiguais. Não aguentamos mais aliança com o PT,” afirmou.


Articulação política

Eduardo Cunha voltou a defender a saída de Michel Temer daarticulação política do governo assim que as medidas do ajuste fiscal foremconcluídas. “Ele assumiu a articulação num momento da mais grave crise degovernabilidade. Se não tivesse assumido, as medidas de ajuste não teriampassado, mas na minha opinião não deveria continuar,” disse.


Para o peemedebista, a atual crise política aliada à criseeconômica em que vive o país tendem a agravar a capacidade do governo DilmaRousseff. Cunha voltou a defender o parlamentarismo como solução para o país eafirmou que se este fosse o regime atua, o Brasil não estaria vivendo estacrise institucional e política. Segundo ele, o tema será discutido assim que osparlamentares voltarem do recesso que começa a partir da próxima semana e aideia é estudar alternativas que possam valer a partir de 2019.


Cunha ainda avaliou que a pressão ao governo deve aumentarapós o recesso parlamentar. “O aprofundamento do desemprego vai gerar muitapressão em cima dos deputados que estarão em suas bases no período do recesso.Eles tendem a voltar muito mais duros,” apostou.


Apesar das críticas, o presidente da Câmara garantiu quedeseja os melhores votos para Dilma. “A instabilidade política e aingovernabilidade não são boas para ninguém. Sou brasileiro, tenho filhos. Eela sempre me tratou com maior deferência. Não tenho o que reclamar dela. Masnão quer dizer que não posso criticar o governo. Como quero o melhor a críticatalvez possa ajudar”, concluiu.


Eduardo Cunha ainda explicou que está analisando oposicionamento de consultores da Câmara e de juristas que não atuam noCongresso sobre o pedido de impeachmentapresentado pelo Movimento BrasilLivre. O peemedebista não opinou nesta etapa e disse que só vai se manifestarquando tiver estudado todos os pareceres que, segundo ele, deve ocorrer nospróximos 30 dias.


Nos siga no




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE