Grupo pró-Olarte chama vereador de pedófilo e confusão quase acaba em pancadaria

Bate-boca e intervenção da Guarda Municipal aconteceram nesta manhã, na Câmara


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Em mais um dia de sessão e plenário lotado na CâmaraMunicipal, uma nova confusão quase terminou em pancadaria na Casa de Leis deCampo Grande. Tudo começou com um grupo de aproximadamente 20 manifestantespró-Olarte que insultou vereador com os gritos de “pedófilo”.

Como vem acontecendo nos últimos dias, a Câmara ficou lotadalogo cedo. A maior parte do público era composta por professores, em greve hámais de dois meses e com objetivo de pressionar os vereadores para que eles,por sua vez, pressionem a prefeitura para reajuste salarial.


Um grupo menor, de 20 pessoas, protestava a favor doprefeito Gilmar Olarte (PP) e contra vereadores que votaram pela abertura daComissão Processante. Bem à frente do plenário, os manifestantes insultaramvereadores. O maior alvo do grupo era Paulo Pedra (PDT).


Liderados por Elvis Rangel, atual presidente da Associaçãode Moradores do Jardim Aeroporto e ex-coordenador de Assuntos Comunitários nagestão de Alcides Bernal (PP) e também de Olarte, os manifestantes gritavam“vem para base” e “pedófilo”.


Pedra se irritou com o último ataque e partiu para cima dogrupo. Elvis Rangel foi segurado pelo pescoço. A Guarda Municipal precisouintervir para que a sessão não acabasse em pancadaria.


Depois de os ânimos acalmados, o vereador desabafou sobre asituação. “Ataque político eu aceito, pode fazer o que quiser, ataque pessoaleu não aceito porque é maneira sórdida dessa administração atuar nos bastidorese com chantagem. Não entro nesse jogo”, disse, revoltado, Paulo Pedra.


Por outro lado, Elvis afirmou que irá solicitar as imagensda Câmara para que a situação seja avaliada. “Ele me pegou pelo pescoço, meameaçou que ia me pegar lá fora, isso é um absurdo”.

Depois da confusão, a sessão continuou por poucos minutosentre gritos de manifestantes pró-Olarte e professores grevistas. Os trabalhosforam encerrados mais cedo, no entanto, por falta de quórum.


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