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Puccinelli diz não ser 'enlameado' e minimiza efeito de escândalo no PMDB
Ex-governador diz que operação não prejudicará o partido em 2016
O ex-governador André Puccinelli (PMDB) minimizou, na manhãdeste sábado (22), possíveis efeitos da Operação Lama Asfáltica em relaçãoao partido nas eleições municipais de 2016. Não tem nenhum enlameado no PMDB,nem eu, nem ninguém, tenho convicção disso, afirmou o peemedebista, ao chegarpara convenção municipal da legenda.
Puccinelli até agora não foi citado entre os oficialmenteinvestigados no caso, mas a Lama Asfáltica apura suposto esquema de corrupção,visando desvio de obras públicas, envolvendo empreiteiras com contratosmilionários durante o governo estadual do PMDB. A Polícia Federal também já viuindícios de relação suspeita do ex-governador com o empreiteiro João Amorim,dono da Proteco, apontada como principal alvo das investigações.
Na visão de Puccinelli, o PMDB não será prejudicado nasdisputas eleitorais de 2016. Vale lembrar que o partido já perdeu a disputa emCampo Grande em 2012, além de ser derrotado na sucessão estadual ano passado.
Nenhum peemedebista está envolvido, se ficar comprovado quealgum tem envolvimento, essa pessoa tem que ser punida, ressalta oex-governador. Nelsinho Trad, ex-prefeito de Campo Grande e que saiu do partidonesta semana, já foi cunhado de João Amorim e também manteve, em sua gestão,contratos milionários com o empreiteiro ele foi casado com Antonieta,deputada estadual peemedebista e irmã do empresário.
A PF aponta, entre outras coisas, que Amorim tinha altainfluência sobre Puccinelli. O secretário de Obras durante seu governo,ex-deputado federal Edson Giroto, é amigo pessoal do empresário e um dosmuitos políticos, inclusive o ex-governador, que usavam rotineiramente jatinhoque o dono da Proteco tem, ainda conforme identificaram os federais, emsociedade com outro considerado nome forte dos possíveis esquemas fraudulentos,João Baird.











