Patricky Pitbull vence Saad Awad e se aproxima de disputa de título

 Triunfo do potiguar se deu por decisão unânime (triplo 30-27). Ainda no ringue, mandou recado para o campeão da categoria: ''Estou chegando''


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Em duelo tratado como title eliminator dospesos-leves, o brasileiro Patricky “Pitbull” (14-6) venceu por decisão unânimeo rival norte-americano Saad Awad (18-7), nesta sexta-feira (28 de agosto), naCalifórnia (EUA), no Bellator 141. Foi o primeiro combate do lutador nascido noRio Grande do Norte em 2015 – ele vinha de derrota para o polonês Marcin Held,próximo desafiante ao título da categoria.


“Foi uma luta difícil. Ele respeita a minha mão, eurespeitei a dele... Bom, estou de volta”, disse após o combate, ainda no cage.O potiguar, irmão do campeão peso-pena Patrício “Pitbull”, voltou à ativa apóssequência de lesões.


Enquanto se desenrolava o primeiro assalto, Will Brooks(16-1), dono do posto máximo da categoria, fez intervenção pelo Twitter. Eleignorou o confronto contra Held, já agendado para o dia 6 de novembro, eprojetou além: pediu para encarar o vencedor do embate desta sexta. Patrickynão gostou: “É um palhaço, fala demais. Brooks, estou a caminho”, disparou. Defato, a expectativa é que a próxima apresentação de “Pitbull” seja em duelopelo cinturão.


Patricky só foi claramente superior no terceiro round,quando encaixou o jogo e controlou o ímpeto do adversário. Nos outros, levouaperto. Especialmente no segundo, quando viu três diretos do rival explodiremnos eu rosto. Um susto, mas nada que não pudesse ser revertido com uma queda ebom jogo de chão. A luta tática do potiguar, ainda que pouco agressiva, superouo oponente de movimentos pouco ortodoxos.


Melvin Guillard (32-15-2, 2) é um lutador de MMA atrasado,apesar dos seus 32 anos. Ainda jovem, o esporte não aceita mais atleta de umahabilidade só – e é justamente isso que o peso-leve é. Bom trocador, o kickboxer mostroumais uma vez que não sabe o que fazer no chão. Não à toa, perdeu por decisãodividida (29-27, 29-27, 28-29) dos árbitros para Brandon Girtz (12-4) – um juizainda viu uma injustificável vitória de Guillard.  


O peso-leve ex-UFC foi contratado para ser uma das estrelasdo Bellator, mas decepcionou na estreia. No primeiro round, foi derrubado já noinício e ficou com as costas no chão até o gongo soar. No segundo, mais domesmo, com adicional de ter perdido mesmo na trocação. Finalmente, no assaltofinal, aproveitando desatenção do adversário, encaixou boa sequência de golpesque deixou Girtz grogue. Foi pouco.  


Justin Wren vence Josh Burns por decisão unânime

A luta dos pesados não foi um primor técnico – e nem eraisso que se esperava. Mas apresentou garra dos combatentes e 15 minutos deduelo em pé para animar o público. Destaque para Wren (11-2), voltando apóscinco anos de inatividade. Foi ele o mais agudo e quem levou a melhor: 30-26,30-26 e 30-27. Recebeu 10-8 no segundo assalto, quando não só dominou, mastambém aplicou sequência de 12 joelhadas. Burns (8-9) engoliu o castigo e ficoude pé. Perdeu, contudo.


Wren enfrentou depressão recentemente e encontrou novamotivação no Congo, país africano. Por lá, diz ter vivido a pobreza de perto eresolveu voltar a lutar justamente para juntar dinheiro e ajudar os povoadoslocais. Conseguiu o primeiro triunfo.


Marloes Coenen vence Arlene Blencowe por finalização

O card principal do evento 141 foi aberto por duas lutadorasdo peso-pena feminino. Melhor para a holandesa Marloes Coenen (23-6), ex-campeãdo Strikeforce, franquia em que enfrentava as melhores do esporte, como MieshaTate, Liz Carmouche e Cris Cyborg. Depois de passear no primeiro round econseguir 10-8 de dois árbitros, derrotou Blencowe (6-5) por finalização aos 3minutos e 23 segundo do segundo assalto, com uma chave de braço bem encaixada.


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