Caixa volta a financiar o segundo imóvel e aumenta valor de empréstimos


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MARLI MOREIRA

As pessoas que ainda estão pagando pela compra de um imóvelfinanciado pela Caixa Econômica Federal (CEF) poderão fazer um segundo contratodo gênero. A medida integra ações para reaquecer o mercado imobiliário e foianunciada ontem (8) pela presidente da CEF, Miriam Belchior, durante adivulgação do balanço financeiro do banco. “A meta é aquecer a demandapara que se tenha um impacto de maior acesso à moradia e à retomada daconstrução civil”, disse.


Segundo o vice-presidente de Habitação da CEF, NelsonAntônio de Souza, esse tipo de financiamento estava fechado desde de maio de2015. Explicou que as regras para o financiamento serão as que estão vigentes.E os recursos a serem disponibilizados pela CEF serão semelhantes aos do anopassado.


Também foi elevada a cota de financiamento para os imóveis,que antes era de 50% e passou para 70% nos contratos pelo Sistema deFinanciamento Habitacional (SFH) com valor até R$ 750 mil. Para viabilizar osempréstimos, a CEF contará com recursos adicionais de R$ 16,1 bilhões, elevandoem 64 mil o número de unidades habitacionais em relação ao ano passado.


Serão disponibilizados R$ 7 bilhões do total de R$ 9,5bilhões pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS -para a linha de crédito Pró-Cotista. As taxas de juros vão variar de 7,85 a8,85% ao ano, no caso dos imóveis de até R$ 750 mil.


Imóveis usados


A CEF anunciou, ainda, a reabertura do crédito para imóveisusados em que os interessados poderão contratar até 80% do valor do imóvel.


Com participação de 67,2% do mercado, os contratoshabitacionais em 2015 atingiram R$ 91,1 bilhões. Desse total, R$ 55,5 bilhõesse referem aos recursos do FGTS e R$ 34,8 bilhões são provenientes do SistemaBrasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).


O vice-presidente da CEF, Márcio Percival, informou que ocrédito habitacional e os aportes para a infraestrutura são as principaislinhas operacionais de empréstimo. Dos R$ 679,5 bilhões da carteira de créditodo ano passado, R$ 384,2 bilhões foram para a habitação que teve um aumento de13%. Ele informou que, pelo modelo conservador na concessão do crédito, é baixoo risco de calotes com uma inadimplência pequena, de 3,55%.


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