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Operação Lava Jato cita indícios de propina na obra da Arena Corinthians
Com a 26ª fase da Operação Lava Jato em curso, a Polícia Federal passou a investigar pagamentos de propinas que estão ligados a contratos de obras da Odebrecht, e com isso, foram levantados indícios de que a construção da Arena Corinthians possa estar envolvida no esquema ilegal.
Em relação ao estádio da Copa, já temos indicativos de outras fases e de delações em andamento. Nesta fase da Lava Jato, identificamos pagamentos em relação à diretoria que cuida de contratos da Arena Corinthians, explica o procurador Carlos Fernando dos Santos.
Segundo esclarece o procurador, diversas propinas foram pagas a uma série de órgãos espalhados pelo país. Dentro dessas operações, estão relacionados vários contratos de obras, com o estádio do Corinthians incluso. São obras de diversas áreas.
Segundo ele, não há agentes políticos envolvidos, mas pessoas ligadas a partidos políticos, Ele disse que os nomes serão conhecidos assim que o sigilo for retirado.
A PF divulgou o nome dois operadores financeiros e uma série de executivos da Odebrecht que foram levados em prisão preventiva nesta fase da Lava Jato.
As informações descobertas nessa fase levaram a delegada Renata Rodrigues a declarar que a atua
ção da Odebrecht é forte indicativa de que se trata de uma organização criminosa.
Suspeito de receber dinheiro no esquema de propina, o vice-presidente do Corinthians, André Negão, acompanhou a Polícia Federal em condução coercitiva autorizada pelo juiz Sérgio Moro, para prestar depoimentos e esclarecer sua ligação com as transações ilegais da construtora.











