Geral
Comissão abre sessão para debater parecer do impeachment de Dilma
CAROLINA GONçALVES E PEDRO PEDUZZI
Começou há pouco na Comissão do Impeachment da Câmara dosDeputados sessão para debater o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO)favorável à continuidade do processo de impedimento da presidente DilmaRousseff. Até o início da tarde, pelo menos 108 parlamentares já estavaminscritos para se manifestar, além dos 25 líderes partidários que também têmdireito à palavra na sessão. Cada um dos integrantes do colegiado e aslideranças terão 15 minutos e parlamentares não membros da comissão poderãofalar por 10 minutos.
As discussões sobre o texto ocorrerão somente hoje (8), e asessão terá que ser encerrada até as 3h da madrugada de amanhã (9). Este foi oacordo firmado pelos partidos com o presidente do colegiado, Rogério Rosso(PSD-DF), no início da tarde desta sexta-feira, depois de quatro dias detentativa de negociação. O acerto ainda prevê que, na próxima segunda-feira(11), a comissão volta a se reunir já para votar o texto. O processo de votaçãodeve durar cerca de cinco horas, considerando que a votação só ocorre depois damanifestação de líderes e orientações de bancada.
O resultado da votação será lido na próxima sessão ordináriado plenário da Câmara, o que deve ocorrer na terça-feira (12), para que sejapublicado no Diário da Casa no dia seguinte. Quarenta e oito horas depois, oparecer entra na Ordem do Dia da Casa para ser discutido e votado pelos 513deputados. Qualquer decisão, precisa de dois terços dos votos.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),criticou os deputados que optarem por se ausentar da decisão do impedimento dapresidenta Dilma.
Acho muito pouco provável que algum parlamentar queiraficar para a história como ausente, sob suspeição por não participar de umprocesso desse. Dificilmente ele conseguirá explicar a seus eleitores por queesteve ausente. Aqueles que têm sua posição vão exercê-la aqui, seja para umlado ou para outro, disse, ao declarar que a ausência será interpretada comonão acolhimento à denúncia.
Eduardo Cunha ainda repetiu as informações sobre o rito doprocesso e negou que o esteja conduzindo para que a votação ocorra no fim desemana, na busca pelo apoio de manifestantes nos arredores do CongressoNacional. Não sou favorável, nem contrário. A adesão popular acontecerá no diaem que houver votação e em qualquer circunstância. Não vejo isso como estímuloou desestímulo, mas como consequência natural de um processo que precisa serencerrado. As previsões de Cunha indicam uma discussão lenta que poderá levarmais de um dia. O impeachment do Collor foi feito em dois dias. São513 parlamentares, o que pode resultar em oito horas de votação. Prevejo nomínimo três dias de sessão. Não quer dizer que vá acabar no domingo. Podeacabar na segunda. Isso já aconteceu várias vezes na Casa, disse.










