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PT reconhe erros cometidos nos 13 anos de governo federal
O PT divulgou na noite de hoje (17) duas resoluções dopartido após reunião de seu Diretório Nacional, ocorrida à tarde, em Brasília.Uma das resoluções trata do cenário político atual, no qual a presidenta daRepública responde um processo de impeachment e está afastada do governo; e como PT, de volta à oposição, não tendo reunido força suficiente para deter oprocesso contra Dilma.
Além de criticar a postura do PMDB e do vice-presidente daRepública Michel Temer, a quem acusam de dar um golpe político em Dilma paraassumir o poder, o partido disse que cometeu falhas durante os cerca de 13 anosde governos petistas. Um desses erros, segundo o partido, foi se deixarcontaminar pelo financiamento empresarial de campanha e o que chamam deprática dos partidos tradicionais, sem citar diretamente o envolvimento depetistas em esquemas de corrupção.
Fomos contaminados pelo financiamento empresarial decampanhas, estrutura celular de como as classes dominantes se articulam com oEstado, formando suas próprias bancadas corporativas e controlando governos.Preservada essa condição, mesmo após nossa vitória eleitoral de 2002,terminamos envolvidos em práticas dos partidos políticos tradicionais, o queclaramente afetou negativamente nossa imagem e abriu flancos para ataques deaparatos judiciais controlados pela direita, diz um trecho resolução.
Movimentos sociais
O PT também disse não ter priorizado as alianças commovimentos sociais e o que chama de partidos populares. O partido se disserefém de acordos táticos para conseguir administrar o país. Tampouco nosdedicamos, com a devida atenção e perseverança, a costurar uma aliançaestratégica entre os partidos populares e os movimentos sociais, que pudesseampliar o peso institucional da esquerda. Acabamos reféns de acordostáticos, imperiosos para o manejo do Estado, mas que resultaram num baixo epouco enraizamento das forças progressistas.
A segunda resolução diz respeito às eleições municipais de2016. Nela, o partido se compromete a não fazer aliança com políticos queapoiaram a abertura do processo de impeachment de Dilma ou mesmo tenham votadonesse sentido no Congresso Nacional.
O Diretório Nacional determinou que as alianças eleitoraisnos municípios só poderão ser confirmadas na Justiça Federal após aprovação dasdireções estaduais. No caso de cidades prioritárias, a confirmação será dadapela direção nacional.
Após a reunião, mas antes da divulgação oficial dasresoluções, o presidente do partido, Rui Falcão, concedeu entrevista coletiva edisse que o PT vai priorizar alianças com partidos de esquerda como o PCdoB ePDT, justamente os que se opuseram ao impeachment de Dilma. Alianças com outrospartidos, como o próprio PMDB, no entanto, não estão descartadas.
O PMDB é um partido enorme, teve uma participação na lutademocrática no passado. Certamente que, Brasil afora, deve ter pessoasconfiáveis [no PMDB]. Se alguém do PMDB quiser participar conosco e não tenhaapoiado o impeachment, priorize programas sociais e combata a corrupção, nãovejo problema nenhum, disse Rui Falcão.










