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MPE denúncia à Justiça 24 envolvidos em suposto esquema para cassar Bernal
Agora, o caso depende do Tribunal de Justiça
Dez meses, 50 depoimentos, mais de 7 mil páginas dedocumentos e A Operação Coffee Break, deflagrada em julho de 2015, chegou nestaterça-feira (31) ao seu número mais significativo: 24 pessoas denunciadas àJustiça por participação numa suposta negociata que, segundo a peça, levou àcassação de Alcides Bernal, no dia 13 de março de 2014. Bernal, como se sabe,ficou um ano e meio afastado, sempre repetindo a tese de que fora alvo de umgolpe, e voltou ao cargo na véspera do aniversário de Campo Grande do anopassado, 25 de agosto, quando o então chefe do Executivo, Gilmar Olarte, foiafastado, em decisão do Tribunal de Justiça acatando pedido dos promotoresresponsáveis pela investigação de envolvimento dele no alegado esquema paracassar o ex-aliado.
Durante todo esse período, houve prisões, revelações pormeio de escutas e quebra de sigilo de contas e dos telefones, afastamentos devereadores da Câmara, mas ainda não havia um processo. Tudo que ocorreu nesseperíodo era em fase de investigação, que se encerrou em dezembro do anopassado, e acabou tendo complementos este ano e, agora, com a denúncia, podevirar finalmente ação contra os envolvidos. Isso porque a decisão vai dependerda aceitação ou não da peça pelo Tribunal de Justiça.
A investigação foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de AtuaçãoEspecial e Repressão ao Crime Organizado), responsável pelo trabalho deapuração, liderada pelo promotor Marcos Alex Vera.
Neste momento, em uma coletiva, o MPE detalha a denúncia.Acompanhe pela Fanpage dojornal Midiamax, ao vivo.
A partir da apresentação da denúncia, segundo o artigo 426do Regimento Interno, os eventuais denunciados devem ser convocados paraapresentarem defesa em até 15 dias. A partir da entrega das defesas, oMinistério Público Estadual tem prazo de cinco dias para se pronunciar e entãoa Câmara Criminal do TJ-MS, em decisão colegiada, define se acata ou não asdenúncias.
Atos procedimentais, como a convocação de testemunhas edecisões de ofício podem ser proferidas monocraticamente. Tudo dependenrá daforma como foram elaboradas as denúncias e os pedidos, segundomagistrados consultados pela reportagem.
Acatadas as denúncias, iniciam-se novos processos, com novosprazos para oitiva de testemunhas, defesa e interrogatórios.
Confira a lista:
João Amorim - empresário
João Baird empresário
Gilmar Olarte vice-prefeito afastado do cargo
Mario Cesar (PMDB) vereador, ex-presidente da Câmara
Flávio Cesar vereador
José Airton Saraiva (DEM) - vereador
Fabio Portela Machinsky ex-diretor do IMTI (InstitutoMunicipal de Tecnologia da Informação)
André Puccinelli (PMDB) ex-prefeito e ex-governador
Nelson Trad Filho (PTB)- ex-prefeito
Luiz Pedro Guimarães ex-candidato a vereador pelo PP,adversário de Bernal e aliado de Olarte
Raimundo Nonato ex-assessor de Olarte e empresário
Carlos Eduardo Naegele - empresário
André Scaff - atual procurador jurídico da Câmara
Mauro Lino Alves Pena - servidor do TJ
Flavio Cesar (PSDB) - vereador
José Airton Saraiva (DEM)- vereador
Paulo Siufi (PMDB) vereador
Edil Albuquerque (PMDB) vereador
Edson Shimabukuro (PTB) vereador
Jamal Salem (PMDB) vereador e ex-secretário de saúde naadministração de Olarte
Gilmar da Cruz (PRB) vereador
Valdecy Batista, o Chocolate (PP)-vereador
Carlos Augusto Borges (PPS)- vereador










