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Operação prende irmãos de Campo Grande líderes de megaesquema de tráfico internacional
Após 23 meses de levantamentos, que iniciou com movimentaçãoestranha em uma residência localizada na Rua Serra Nevada, no Carandá Bosque,em Campo Grande, a Polícia Federal deflagrou nesta manhã (9), a OperaçãoNevada nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Três irmãoslideravam o esquema de tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro.
A suspeita surgiu com o fato de alguns indivíduos ostentaremuma vida de luxo, não condizendo com a realidade, já que um deles seria dono deuma garagem de revenda de veículos. A polícia descobriu que havia fornecedoresna Bolívia, a droga era comprada lá e vinha por meio aéreo pelo município dePorto Murtinho, sendo arremessada em fazendas de Bonito e Bodoquena e levadaspor caminhões ou caminhonetes (escondidas) para serem revendidas em São Paulo.
Com isso, 168 policiais cumpriram 20 Mandados de PrisãoPreventiva, 7 Mandados de Condução Coercitiva, 31 Mandados de Busca eApreensão, além de 47 Mandados de Sequestro de Veículos em Campo Grande, Bonitoe BodoquenaMS, RondonópolisMT, São Paulo, Guarulhos, Suzano, São Bernardo doCampo Grande e GuarujáSP, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo GrandeMS.
O poderio da quadrilha era imenso, o patrimônioexorbitante, muito expressivo. Por isso, que para chegar a essa organizaçãocriminosa foi necessário muito tempo de investigação. Foram RE$ 2,2 milhões dedólares em espécie apreendidos e 778 kg de cocaína. Não adianta apreender só adroga, o interessante é desbaratar financeiramente a organização criminosa,explicou o delegado Regional de combate ao crime organizado, Cleo Mazotti.
Dois dos irmãos foram presos em Campo Grande enquanto ooutro foi capturado em São Paulo. Além deles, mais um testa de ferro, que foidetido na Capital, teria movimentado cerca de 14 milhões de reais entre 2014 e2015, enquanto sua renda média mensal declarada era de R$ 6.500. E ainda, foramapreendidos mais de 10 armas, inclusive fuzis, e 30 veículos de luxo ecaminhões.
No balanço final da operação, até agora, 17 pessoas forampresas e três estão foragidos. Não podemos divulgar os nomes dos envolvidospor segredo de justiça, para não atrapalhar as investigações, já que nãodescartamos a prisão de mais pessoas e envolvimento de laranjas. O que importaé que com os bens sequestrados e interrogatórios dos presos, desarticulamos oesquema criminoso e poderemos descobrir novas informações relevantes, contou ochefe da delegacia de repressão a entorpecentes, Fabrício Martins Rocha.










