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CCJ aprova novo parecer favorável à cassação de Cunha
Deputados avaliam que será impossível barrar procedimento
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daCâmara aprovou, por 40 a 11, um novo relatório a ser encaminhado aoplenário sobre a cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O documento pede acassação dele. Na última manifestação no colegiado, o deputado afirmou querecorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Antes, a mesma comissão tinha rejeitado recurso dodeputado afastado. Ele tentou barrar o procedimento alegando motivaçãopolítica.
Como houve a rejeição do parecer do relator do recurso deCunha na CCJ, foi preciso votar um novo relatório que pudesse ser encaminhadoao plenário, desta vez, aprovando todos os procedimentos adotados no Conselhode Ética.
O presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-BA), designou MaxFilho (PSDB-ES) como relator substituto. Ele disse ter acolhido manifestação demais da metade dos 66 membros da comissão em favor do tucano como novo relator.
Aliados de Cunha tentaram, sem sucesso, ganhar tempo aocontestar a escolha do relator substituto e pressionar para que a votação donovo parecer ocorresse somente em agosto.
Max Filho, que já tinha um novo relatório pronto, baseado emum voto em separado apresentado pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), leuseu parecer na comissão antes de uma nova defesa de Cunha.
Preferiram a solução que fosse mais rápida e não a correta.Evidentemente que vou arguir a nulidade disso no Supremo Tribunal Federal,evidentemente que estão me dando cada vez razões maiores para isso, afirmouCunha.
VOTAÇÃO EM PLENÁRIO
Escolhido hoje o novo presidente da Câmara, RodrigoMaia (DEM-RJ) disse pouco após sua eleição que a votação final sobre a cassaçãode Cunha ocorrerá quando houver quórum significativo após a volta do recessoparlamentar, que começa na segunda-feira (18) e segue até o dia 3 de agosto.
Parlamentares favoráveis e contrários a Cunha avaliam queserá muito difícil reverter a cassação no plenário, uma vez que o voto seráaberto.
Cunha é acusado de mentir na Comissão Parlamentar deInquérito (CPI) da Petrobras ao negar ter contas na Suíça.
Em outubro do ano passado, o Ministério Público Federal(MPF) colheu provas junto às autoridades suíças de que Cunha possui três contasem bancos do país europeu.
O ex-presidente da Câmara nega a titularidade das contas ediz ter apenas omitido intencionalmente a existênciade trusts (figuras jurídicas que administram recursos debeneficiários) em seu benefício.










