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Protestos e críticas de governos levaram Temer a mudar reforma, admite Marun
Presidente retirou do texto os servidores estaduais e municipais
O deputado federal de Mato Grosso do Sul, Carlos Marun (PMDB), que preside a Comissão Especial da reforma da previdência, disse na manhã desta quarta-feira (22) que as mudanças anunciadas pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), foram influenciadas pelos protestos. Outro ponto que pode ter ajudado a alteração, foram varias criticas de governadores com o texto.
Temer decidiu retirar da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) servidores estaduais e municipais. O texto já excluía militares das Forças Armadas, Bombeiros e Policiais Militares.
“O presidente se reuniu com a base da Câmara dos Deputados e Senado Federal, nessa segunda (20), assim como comigo na terça (21). Ele recebeu várias sugestões do texto nesses dias e então antes de divulgar, ele me disse que iria fazer essa mudança”, relatou Marun.
De acordo com o parlamentar, além dos protestos em todo o Brasil, muitos governadores estão demonstrando serem contrários a reforma como estava até esta mudança e já haviam sinalizado a intenção de elaborar nos Estados.
“Com toda essa situação, os movimentos, as criticas e sugestões recebidas, o presidente resolveu cuidar só dos servidores federais. Na minha opinião isso é democrático, mas inevitável que se faça algo para resolver o problema da previdência”, explicou o deputado.
Com relação à CPI da Previdência criada no Senado Federal, o presidente da Comissão Especial diz que respeita, mas que é uma forma de 'empurrar com a barriga' a reforma, que ele acredita que será aprovada também pelos senadores. Segundo Marun, a PEC deve ser aprovada até julho de 2017.











