PUBLICIDADE

Relator de processo no TRF4 mantém condenação de Lula em 2 crimes


O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), votou pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Para o magistrado, o ex-presidente era o real proprietário do apartamento oferecido pela construtora OAS. Conhecido por seu alinhamento com o juiz Sergio Moro, que condenou Lula em primeiro grau, o posicionamento já era esperado. Dos três magistrados que compõem a 8ª Turma, ele é considerado o mais duro. Ainda restam os votos dos desembargadores Leandro Paulsen e Victor dos Santos Laus.

 

Gebran Neto elevou a pena de Lula a doze anos e um mês de prisão – oito anos e quatro meses por corrupção somados a três anos e nove meses por lavagem de dinheiro. Moro havia sentenciado Lula a nove anos e seis meses de prisão. A pena, conforme o desembargador federal, deve começar a ser cumprida após o esgotamento dos recursos no tribunal.

 

O relator do processo no TRF4 disse que a OAS “pagava propina a dirigentes da Petrobras e destinava partes dos recursos ao Partido dos Trabalhadores, utilizando uma conta corrente informal”. Gebran entendeu que, no caso do tríplex, existe “correlação” entre as propinas pagas ao PT e os 2,2 milhões de reais que a empreiteira teria pago ao ex-presidente Lula por meio da doação e de obras no tríplex no litoral paulista. 

 

“Há prova acima do razoável de que o ex-presidente foi um dos articuladores, senão o principal, do esquema de corrupção. No mínimo, tinha ciência e dava suporte ao esquema de corrupção na estatal, com destinação de boa parte da propina a campanhas políticas”, afirma. Ele relata crimes de corrupção cometidos em benefício do PT e citou delatores como o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o operador de propinas Fernando Baiano.

 

O desembargador  tem o mesmo entendimento de Moro a respeito das reformas no tríplex 164-A do Condomínio Solaris. Para ele, as obras indicam que o imóvel estava sendo personalizado a clientes específicos, no caso, Lula e Marisa Letícia. “Não é crível que a construtora canalizasse tantos recursos apenas para tornar o imóvel mais atrativo. Os valores, inclusive, extrapolam o valor do imóvel. Há [nas obras] características de personalização”, disse o desembargador federal. Ainda conforme João Pedro Gebran, a empreiteira, que manteve o imóvel registrado em seu nome, funcionou como “laranja” de Lula na posse do tríplex.

 


LEIA MAIS

Política
Junior Mochi realiza palestra sobre alterações na lei das eleições para 2020
Evento foi destinado a agentes políticos e interessados em participar do pleito eleitoral no próximo ano
Política
Governo ainda não decidiu se servidores terão reajuste, diz Hashioka
Secretário espera bom senso dos servidores estaduais
Política
MDB quer Simone Tebet para prefeita da Capital
A senadora não quer aceitar e almeja presidência do Senado
Política
Ex-prefeito que contratou empresa da irmã tem direitos políticos suspensos
eleições 2018
Nesta segunda, Haddad visita Lula em Curitiba
Política
Reinaldo pede a Jair Bolsonaro pacto pelo fechamento das fronteiras
Governador e candidato à reeleição reforça apoio a presidenciável do PSL no Estado e espera ação para melhoria da segurança pública local
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE