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Publicado em: 09/02/2018 às 08h24

“Marginais, quanto mais morrerem, melhor”, diz Bolsonaro em Dourados


douradosnews

Foto: Divulgação

O deputado federal e pré-candidato a presidência da República Jair Bolsonaro esteve em Dourados na tarde desta quinta-feira (08) e em entrevista coletiva abordou sobre vários assuntos, inclusive segurança pública. Ele enfatizou sua posição a favor de disponibilizar armas aos cidadãos, medidas para reprimir a violência na fronteira e pontuou ainda sobre excludente de licitude. 

 

Defensor veemente da disponibilização de armas aos cidadãos, o deputado fala em “flexibilização do porte”.  Para ele, isso seria uma forma de proteção maior para a população. Neste contexto, ele cita sobre a violência no Rio de Janeiro. 

 

“Tenho vários projetos para armar o cidadão de bem. O que o Governo fez de Fernando Henrique Cardoso para cá foi armar o vagabundo. A bandigadem está armada. Se assalta fila de desempregado de madrugada no Rio com fuzil, chegamos nesse nível. O cidadão de bem tem que se sentir protegido e pra começar dentro de casa. As nossas polícias não tem como dar segurança 24 horas, mas com uma arma dentro de casa o cidadão estaria em situação de igualdade com esses marginais”, pontua.  

 

No que tange a mortes de bandidos no confronto com policiais, o deputado é enfático ao citar que “quanto mais morrerem melhor”. Neste ponto, ele fala sobre excludente de licitude, na defesa de que o policial não seja punido quanto mate um criminoso. 

 

“Existe a Garantia da Lei da Ordem. No Rj meus irmãos policiais militares lá, entram em confronto, se não atira morre, se atira, vai pra cadeia, o que é excludente de licitude, se o policial atira e o bandido morre o policial responde mas não tem punição. Se você aprovar isso, diminui drasticamente o numero de mortes de inocentes no país. No tocante a morte de marginais quanto mais morrerem melhor”, diz. 

 

Questionado sobre como resolver o problema da violência nas fronteiras, em especial na realidade de Mato Grosso do Sul com a fronteira com o Paraguai, ele destaca que a polícia tem que ser “mais forte que o inimigo” e aponta o Estados Unidos como modelo neste aspecto. Bolsonaro se posicionou ainda contrário a audiência de custódia. 

 

“Eu vi o Trump agora fazendo uma análise do seu um ano de mandato e ele se referindo a polícia de fronteira que lá é nacional, ele diz que ela venceu a guerra contra isso na sua fronteira com o México pois a polícia lá é mais forte que o inimigo. Se nós tivermos uma polícia mais forte que o inimigo não só em equipamento, armamento, meios para trabalhar, bem como, uma retaguarda jurídica o que é muito mais importante, eu acho que temos como vencer essa guerra. Temos 17 mil km de fronteira, não é fácil de tratar disso tudo, nós não conseguimos no RJ tomar conta de 40 km da avenida Brasil e Dutra, onde por dia acontece em média 27 roubos de caminhão de carga, agora a bandidagem cresceu. Aqui o pessoal só pensa em direitos humanos pra marginais, política de desencarceramento, uma coisa absurda chamada de audiência de custódia. Cerca de 60 %  aproxidamente quando são presos no outro dia está na rua. O policial as vezes sai depois do marginal de uma audiência de custódia e o marginal já está la fora tomando uma cerveja e comemorando sua liberdade”, cita. 

 

O corte de verbas que atrasou o andamento do Sisfron – Sistema de Monitoramento de Fronteiras- com projeto piloto em Dourados foi criticado por ele, que, afirma que não visa cortes em verbas de defesa. 
“O dinheiro vai pro ralo isso em parte ocorre pois não se conclui, é a mesma coisa de se construir uma casa e parar no meio do caminho, dinehrio jogado fora. É muito importante ajuda no combate, trabalho de inteligência, mas a partir do mommentquanfo em qualquer contingenciamento, o governo mira para as forças armadas. O orçamento da defesa não pode ser de forma alguma contingenciado”, cita. 

 

Dentro desta temática, Bolsonaro foi enfático ao afirmar que “violência se combate com energia e se não for o bastante se empenha mais violência ainda”.