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Publicado em: 18/02/2018 às 15h36

NOVO HORIZONTE DO SUL: Moradores discordam da Agesul sobre rodovia MS-475 estar sinalizada


Jornal da Nova

Foto: Divulgação

Local onde caminhão caiu e matou morador de Nova Andradina

Moradores de Novo Horizonte do Sul que contataram a reportagem discordam da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), responsável pela manutenção das rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul, onde informou que o local da cratera na MS-475, está bem sinalizada e o acidente que matou o passageiro de 18 anos de um caminhão na noite de domingo (11) poderia ser evitado.

 

Mas não foi isso que alguns moradores daquela cidade disseram à reportagem, que preferem o anonimato com medo de represálias, devido a localidade ser pequena. Para reportagem eles disseram que na rotatória que dá acesso a rodovia sentido a MS-141 – trecho que liga Naviraí a Ivinhema –, havia somente um monte de terra e do lado uma passagem para as pessoas que tem propriedade rural no trecho. Também tem uma placa advertindo que tem estrada interditada.

 

Como os jovens, motorista Nelson Gomes de Oliveira Junior de 23 anos, está internado em unidade hospitalar em Dourados desde o dia que aconteceu o acidente e o passageiro que morreu, Daniel Rodrigues da Silva de 18 anos, ambos moradores de Nova Andradina, não conheciam o local, acabaram entrando naquele trecho.

 

Dentro da cratera havia uma Saveiro vermelha que já tinha caído e deixado duas pessoas feridas - Foto: Divulgação

 

Para os moradores, os jovens podem ter se confundido, porque, assim que passa a rotatória, existem várias estradas de terra e acharam [Nelson e Daniel] que uma daquelas vias estaria interditada e não a rodovia MS-475. Da rotatória até a cratera tem aproximadamente três quilômetros, onde aconteceu a tragédia.

 

Corpo de Bombeiros

 

O comandante do Corpo de Bombeiros de Ivinhema, major Pablo Diego Barros de Jesus, que atende aquela região, enviou no último dia 15, um ofício a Promotoria de Justiça relatando sobre os acidentes que ocorreram na cratera e a falta de sinalização.

 

“Faz-se saber necessário registrar que no local foi observado não dispor de sinalização preventiva adequada, bem como faltam barreiras de contenção que não permitissem o tráfego de veículos pela rodovia, haja vista sua condição de intrafegabilidade. Tais fatores sugerem, certamente, serem causa, senão principal, mas pelo menos secundária dos diversos acidentes que tem acontecido no trecho de rodovia que cedeu”, descreve trecho do ofício.

 

Comandante, policiais militares e a promotora de justiça, Dra. Juliana Martins Zaupa, foram ao local da cratera para averiguar as condições e ver o andamento da obra.

 

Reportagem não conseguiu contato com o diretor da Agesul para dar esclarecimentos sobre o fato das sinalizações no local.