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Desaparecido, Jhon foi morto pelo PCC e corpo encontrado há 15 dias

Suspeito foi preso e detalhou como tudo aconteceu

| MIDIAMAX


Desaparecido desde o dia 14 de fevereiro no Bairro Zé Pereira, em Campo Grande, John Hudson dos Santos Marques, de 27 anos, foi encontrado decapitado no dia 22 do mesmo mês, em uma estrada vicinal entre o distrito de Indubrasil eTterenos. No entanto, a confirmação veio apenas nesta sexta-feira (9) depois de equipe que conduz a investigação prender um jovem de 19 anos, conhecido como “BMW”, que confessou ter participado e indicou o lugar onde o crime aconteceu. No local, os policiais descobriram que o corpo já havia sido encontrado e levado por equipe da Polícia Civil de Terenos.

 

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, “BMW” já vinha sendo investigado pelo homicídio e, por volta das 17h30, foi abordado por equipe da polícia na casa onde se escondia no Bairro Aero Rancho. De início, ele afirmou que sabia que estava sendo procurado e confessou participação na morte de Jhon.

 

Na casa, os investigadores encontraram uma sacola com 87 papelotes de maconha e 4 de cocaína. Ele assumiu ser dono da droga e indicou aos policiais o local onde estaria a arma utilizada para matar Jhon, um barraco no local conhecido como favela do Mário Covas.

 

Lá, equipe encontrou um revólver calibre 38 sem munição, balança, cinco celulares e porções de maconha e pasta base. De acordo com o rapaz, o revólver havia sido usado na morte da vítima e que o local era usado para esconder armas e drogas para a facção criminosa PCC.

 

Ele contou ainda que estava trabalhando para um homem conhecido como Edinho e que este teria participado diretamente do homicídio.

 

A morte

O suspeito contou que outros autores identificados como “Apolo”, “Piranha” e “Sincero” ficaram encarregados de sequestrar a vítima e o levar para a cantoneira, local utilizado para cárcere. O local teria sido arranjado por outro suspeito, o “Dimenor”.

 

“BMW” detalhou que no dia do crime recebeu a ligação de um interno do presídio e integrante do PCC, dizendo que precisava de um revólver emprestado pois estava com um “lixo”, nome usado pelos membros da facção para se referir aos integrantes do grupo rival, o Comando Vermelho.

 

Momentos depois, ele teria se encontrado com “Piranha”, “Sincero”, “Apolo” e “Coringa”, que já estavam com a vítima em um veículo Gol e seguiram para a cantoneira. Lá, encontraram com “Dimenor”, “Bugre” e outras pessoas que contou não se lembrar.

 

Para a polícia “BMW”afirmou que Jhon passou por interrogatório que durou algumas horas, e após isso veio a ordem para que ele fosse morto. Então, os suspeitos levaram a vítima até uma estrada vicinal entre o distrito de Indubrasil e a cidade de Terenos. Lá, Sincero teria atirado em Jhon, e em seguida, Coringa teria o decapitado com uma faca.

 

Nesta sexta-feira, equipe de investigação foi até o local onde o corpo foi deixado e encontrou uma caixa de luvas descartáveis. Sem encontrar o corpo, pediram informações a um morador, e foram informados que manhã do dia 22 de fevereiro, uma semana depois do desaparecimento da vítima, populares encontraram um corpo decapitado e acionaram a polícia.

 

Equipe da polícia Civil de Terenos teria ido até o local, retirado o corpo, porém a informação não teria sido comunicada à DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) de Campo Grande, que seguia investigando o caso.

 

Entramos em contato com a delegacia de Terenos, que confirmou o achado de um cadáver em estado de decomposição no dia 22 do mês passado, porém, a informação de que a vítima havia sido decapitada não foi confirmada.

 

Em fevereiro, o Jornal Midiamax apurou que uma imagem que mostraria o jovem decapitado chegou até amigo da família. A pessoa foi quem levou a situação ao conhecimento de parentes de John, que procuraram a polícia. O corpo que aparece na foto foi identificado por parentes e pela polícia como sendo do jovem desaparecido.

 

A partir de disso, equipes da delegacia trabalham para encontrar o corpo do rapaz e os autores que cometeram o crime.

 

O desaparecimento

John estava em casa com sua namorada, quando disse que iria para frente da residência fumar um cigarro e desde então desapareceu. Ele saiu apenas com celular e sem documentos. No momento do desaparecimento estava sem camisa, usava bermuda jeans e chinelo na cor azul.

 

Após meia hora de seu desaparecimento, três homens desconhecidos foram até a sua residência e perguntaram por ele. Conforme seu irmão de criação Jean Carlos Martins Gonzales, antes do desaparecimento de John, houve uma briga na esquina na casa dele, na rua José Barbosa Rodrigues, mas ele nega que o irmão esteja envolvido. “Ele é um rapaz tranquilo, não é de se envolver em brigas, não tinha desentendimentos com ninguém”. Jonh tem uma tatuagem de dragão nas costas e no braço direto e uma tribal no braço esquerdo.



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