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Publicado em: 12/03/2018 às 10h42

Pai faz apelo após filho ficar na UTI depois de cair em córrego sem proteção em Dourados

No hospital, foi constatado que o adolescente teve fraturas na cabeça, em quatro lugares do pulso, no antebraço, em cinco costelas, perfurou o pulmão e o abdômen.


94Fm Dourados

Foto: Divulgação

O pai de um adolescente, de 14 anos, está fazendo um apelo às autoridades para colocar uma proteção em um córrego, localizado entre a Rua Cuiabá e a Monte Castelo, depois que o filho caiu e ficou sete dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). 

 

O pai, Angelo Xavier, de 47 anos, disse que acidentes nessa localidade são frequentes, inclusive, dias antes do filho, um idoso também caiu no córrego e quebrou a perna. 

 

O pai contou que o adolescente, que estava com sua bicicleta, caiu no córrego depois que um motociclista atingiu ele, no dia 3 de março, por volta das 12h40. Depois da queda, o suspeito fugiu do local sem prestar atendimentos. Ele ainda não foi localizado. Graças a uma pessoa que estava no local nesse momento, o socorro foi acionado e o garoto levado ao hospital.

 

No hospital, foi constatado que o adolescente teve fraturas na cabeça, em quatro lugares do pulso, no antebraço, em cinco costelas, perfurou o pulmão e o abdômen, além de afogamento. Diante de toda a gravidade, ele ficou na UTI por sete dias.

"Com a proteção no córrego, meu filho não teria se machucado tanto. Teria alguns arranhões, mas ele não estaria assim", desabafou o pai. 

 

E, na semana passada, ele foi transferido para um quarto isolado do Hospital da Vida, porque está com infecção pulmonar e corre risco de morrer. O garoto também não consegue movimentar o braço esquerdo.  Inclusive, o pai falou que o filho está sendo bem atendido, recebendo todo suporte necessário dos funcionários do hospital. 

 

As fotos enviadas à reportagem da 94FM mostram que o córrego é cheio de pedras e não tem nenhuma proteção, sendo um local fácil para acidentes.  

 

Angelo Xavier explicou que depois do acidente procurou a Prefeitura de Dourados, que acionou o Ministério Público. Mas, de acordo com ele, o MP ainda não se manifestou, e ambientalistas não deixam fazer a proteção no local porque prejudica o meio ambiente.

Diante de toda essa situação, o pai pede que as autoridades solucionem essa questão para que isso não aconteça com mais ninguém.