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Publicado em: 05/04/2018 às 11h44

Com 3 leitos novos em 7 anos, MS têm déficit de 81 vagas de UTI para bebês


Campo Grande News

Foto: Marcos Ermínio/Arquivo

Falta de leitos põe em risco a saúde de bebês.

Em sete anos, a rede pública de saúde teve avanço de apenas três novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal em Mato Grosso do Sul. A evolução pífia de vagas é num segmento delicado: pacientes com menos de 37 semanas de vida (9 meses), com quadro clínico grave ou que precisam de observação.

 

Conforme a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o SUS (Sistema Único de Saúde) tinha no ano passado 44 leitos de UTI neonatal no Estado. Em 2010, eram 41. Portanto crescimento de 7%. O retrato das vagas foi traçado a partir de dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde).

 

O levantamento aponta 94 leitos existente nas redes pública e privada de Mato Grosso do Sul. Em relação a 2010, houve aumento da oferta, pois naquele ano eram 59 vagas. Contudo, o déficit no Estado ainda chega a 81 leitos.

 

No comparativo entre 2010 e 2017, a rede particular teve crescimento de 178%: com 18 vagas em 2010 e 50 no ano passado.

 

O relatório também mostra a concentração em Campo Grande, que oferta 69 dos 94 leitos existentes no SUS e rede privada. Os números nacionais mostram que o País sofre com déficit de 3.305 leitos de UTI neonatal.

 

Atualmente, de acordo com o CNES, existem em funcionamento 8.766 leitos do tipo no País (públicos e privados). Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria, a vida e a saúde de milhares de bebês recém-nascidos está em risco por conta de falhas na gestão da rede pública de assistência.

 

“É indispensável e fundamental que exista toda segurança necessária em cada nascimento. Isto inclui a presença do pediatra - sempre - para a assistir o recém-nascido, assim como de todos os outros membros da equipe, incluindo o obstetra e a enfermeira. Assim, assegura-se o bom atendimento para a mãe e o recém-nascido”, afirma a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva. Ainda segundo a entidade, no Brasil nascem quase 40 prematuros por hora, ou 900 por dia.