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Publicado em: 08/06/2018 às 08h29

Scarpa tem nova derrota na Justiça e segue sem poder defender o Palmeiras


DAS AGÊNCIAS

Foto: Divulgação

Gustavo Scarpa segue sendo jogador do Fluminense. Em votação realizada nesta quinta-feira, a SEDI-II (Seção Especializada em Dissídios Individuais II) do TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro) negou, por 8 votos a 3, o pedido de mandado de segurança (que permitia o acerto do meia com o Palmeiras) feito pelos advogados do atleta.

 

Assim, o contrato do jogador com o Palmeiras segue suspenso. A juíza Dalva Macedo, da 70ª Vara do TRT-RJ, ainda pode dar razão ao atleta – ou ao Tricolor – em primeira instância. Essa decisão, porém, não tem data para ocorrer e ainda haverá margem para qualquer uma das partes recorrer da decisão em instâncias superiores.

 

Scarpa alega que seu direito de trabalhar não pode ser cassado enquanto a decisão final de sua disputa com o Fluminense não acontece. O MPT (Ministério Público do Trabalho) já se manifestou a favor do mandado de segurança que o liberava para assinar com o Palmeiras no início do ano.

 

Recentemente, Alexandre Mattos se manifestou sobre o caso após um longo silêncio e afirmou que um acordo com o Flu não é considerado como opção. O Palmeiras acompanha o processo de perto, mas não se envolve na disputa.

 

O Tricolor afirma “brigar pelos seus direitos”, mas não quer ter o jogador de volta. Na prática, o clube das Laranjeiras se interessa em uma possível compensação, que pode ser financeira ou de atletas.

 

No final de 2017, Gustavo Scarpa entrou na Justiça contra o Fluminense por conta de R$ 9 milhões devidos pelo clube ao jogador, entre salários, direitos de imagem e outras pendências. Em janeiro, o meia conseguiu a rescisão contratual na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro e assinou com o Palestra por cinco temporadas.

 

O novo capítulo no imbróglio jurídico aconteceu justamente no melhor momento de Scarpa no Palmeiras. Após uma longa pré-temporada, o camisa 14 marcou seus primeiros gols pelo clube pouco antes de a rescisão ser publicada pelo BID (Boletim Informativo Diário) da CBF

 

Na negociação entre Palmeiras e Scarpa, apesar de o meia estar livre no mercado, o Verdão se comprometeu a pagar 6 milhões de euros em luvas ao jogador. No entanto, como previsto em contrato, a quantia não foi repassada ao jogador em virtude do imbróglio jurídico.