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Publicado em: 21/07/2018 às 08h59

Indígena é assassinado a facadas e golpes de madeira em aldeia de MS

Índios se revoltaram e queriam linchar o suspeito


Topmidia News

Foto: Reprodução Caarapó News

O indígena Genuário Gonçalves, 37 anos, foi assassinado na manhã dessa quinta-feira (19), na Aldeia Te' Yikue, em Caarapó. A vítima levou facadas e pauladas, segundo a polícia, de um homem chamado Edinaldo Gonçalves, 37 anos.

 

Ao chegar na aldeia, a polícia avisou uma multidão de indígenas, alguns deles revoltados e dispostos a vingar a morte de Genuário. Depois de conversas e diálogos e com a ajuda de líderes indígenas, os ânimos foram amenizados.

 

O corpo da vítima foi encontrado embaixo de uma coberta, ao lado da casa do suspeito. De início, Edinaldo negou o crime, mas depois confessou e justificou que a vítima teria tentado estuprar sua cunhada, de nove anos de idade. Ele também disse que agiu sozinho.

 

Líderes indígenas conversaram no idioma guarani com as indígenas identificadas apenas como 'M' e 'A' e traduziram confirmando que realmente Edinaldo havia matado Genuário com um pedaço de galho cortado para lenha e um facão.

 

Segundo Edinaldo, por volta de 23h desta quarta-feira (18), Genuário, que convive com a sogra de Edinaldo, teria chegado à sua casa e pediu cobertas emprestadas para dormir. Ele teria passado as cobertas para a vítima pela janela, mas que logo em seguida ele teria entrado na casa para abusar da criança. Foi nesse momento, segundo ele, que o crime aconteceu.

 

Depois de muita argumentação com o Edinaldo, ele entregou a madeira usada no crime, parte dela queimando no fogão a lenha. O suspeito também entregou o facão, que estava dentro da casa.

 

Na delegacia, uma mulher de 41 anos dissse que não é mulher de Genuário e sim sobrinha. Ela teria ido com a vítima até a casa de Edinaldo pedir para ele parar de usar drogas, já que quando está sob efeito delas, fica muito agressivo. A testemunha diz que também seria assassinada, mas conseguiu fugiu.