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Publicado em: 19/11/2018 às 13h37

Depois de mudar de cor, PMA investiga causas da lama no Rio da Prata

Atraídos pelas águas cristalinas, turistas desistiram de passeios neste fim de semana


Midiamax

Foto: Divulgação/Seu Assis Camping e Balneário

Mundialmente conhecido pelas águas cristalinas, o Rio da Prata foi do azul ao vermelho, após ser invadido pela lama neste fim de semana. Localizado nos municípios de Jardim e Bonito, a 240 km e 300 km de Campo Grande, o rio ficou enlameado após uma forte chuva.

 

O Tenente-Coronel Queiroz, da PMA (Polícia Militar Ambiental), informou que equipes estão no local desde o sábado (18) para fazer uma vistoria no rio. “Temos uma equipe lá, levamos drones para identificar de onde vem esta lama e o que causa o carreamento superficial da bacia”, diz.

 

A PMA já suspeita das causas do acidente ambiental, mas as informações devem ser divulgadas após o fim da vistoria, na tarde desta segunda-feira (19). Segundo Queiroz, o objetivo da vistoria é identificar se a atividade rural próxima ao rio é legalizada.

 

“Vou dar um exemplo, se a lama saiu de uma fazenda com plantio de soja, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) vai avaliar se foi o excesso de chuva fez aquilo e se o proprietário não tomou atitude para evitar. Além disso, se a atividade não for autorizada, já é emitido o auto de infração”, diz.

 

Rio vermelho

Conhecido pelas águas cristalinas, o Rio da Prata atrai turistas do mundo todo. Diego Scherer Luciano é proprietário de um camping e balneário, que perdeu 120 turistas agendados para visita. Segundo ele, choveu cerca de 80 mm em duas horas e foi a segunda vez que a água mudou de cor, mesmo em 21 anos da atração turística. “Este rio sempre encheu, mas não sujava. Verificamos esta lama ontem na hora de abrir, foi a segunda vez que aconteceu, as duas neste ano”, diz.

 

A imagens publicadas na página do balneário mostram lavouras próximas ao ‘lamaçal’, o que causou indignação de moradores e turistas. “O que está acontecendo é o que sempre aconteceu no MS e em todo o Brasil: o desmatamento acima da natureza”, publicou um dos usuários da rede social.