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Publicado em: 08/02/2019 às 14h46

Com lance de R$ 110 milhões, consórcio leva concessão do estádio do Pacaembu


Jovem Pan

Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo

Pacaembu teve concessão liberada nesta sexta-feira (8)

 

Após abertura de envelopes, o Consórcio Patrimônio SP, formado pela empresa de engenharia Progen e o fundo de investimentos Savona, levou a concessão do Estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo. O consórcio apresentou lance de R$ 110 milhões.

 

Entre os demais concorrentes, havia um grupo formado pela empresa WTorre (empresa que administra o Allianz Parque, do Palmeiras), outro formado pelo Santos e pela Universidade do Brasil e um terceiro formado pela Construtora Constru Cap. Suas propostas foram de R$ 46 milhões, R$ 88 milhões e R$ 44 milhões, respectivamente. As demais empresas têm prazo de cinco dias para contestar o resultado.

 

A Progen gerenciou complexos esportivos no Rio de Janeiro durante a Olimpíada de 2016 e foi a empresa que atendeu o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) durante a formatação da licitação.

 

A licitação ocorreu às pressas, após o Tribunal de Contas do Município (TCM) liberar o processo nesta quinta-feira. As empresas passaram a ser chamadas às 19h, para a sessão de abertura que ocorreu na Secretaria Municipal de Esportes, em Indianópolis, na zona sul de São Paulo.

 

Esta é a primeira licitação a ser efetivada no Plano Municipal de Desestatização da Prefeitura, após dois anos de governo João Doria/Bruno Covas (PSDB). O entrave era referente a questionamentos feitos pelo tribunal sobre as regras da licitação. O estádio tinha sua posse pela Prefeitura contestada, uma vez que o terreno do complexo era do governo do Estado (a cessão do terreno ocorreu em dezembro). Outro ponto era a permissão ou não da participação de grupos financeiros sem expertise em gestão de estádios.

 

O presidente da Progen, Eduardo Barella, disse que essas restrições não afetam seu modelo de negócio. “Queremos trazer a população para dentro do estádio, com atrações e atividades culturais, preservando o patrimônio histórico”, afirmou. Barella gritou em comemoração ao ouvir o resultado e foi cumprimentado pelos demais adversários, incluindo José Carlos Peres, presidente do Santos, que estava na sessão.

 

Após o prazo de cinco dias para a contratação dos resultados, a Prefeitura ainda fará uma análise detalhada nos documentos de cada empresa e publicará o resultado. A adjudicação (transferência da posse do estádio) só se dará após aval do TCM.