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Publicado em: 16/04/2019 às 11h57

NOVA ANDRADINA: Alunos e funcionários são dispensados após ameaças de massacre em escola


mIDIAMAX

Foto: Jornal da nova

Alunos tiveram que ser dispensados da aula na manhã desta terça-feira (16), na Escola Estadual Nair Palácio de Souza, em Nova Andradina, depois que ameaças de morte foram deixadas no banheiro masculino.

 

Conforme informações do Jornal da Nova, um aluno de 16 anos é o principal suspeito de deixar frases como: “morte a todos”, “massacre às 11h” e “chegou o grande dia”. Esse aluno, ainda conforme o Jornal da Nova, demonstrou aos colegas admiração por armas de fogo e apologia a crimes de ódio.

 

Essa não seria a primeira vez que a escola seria alvo de ameaças, já que o MPE (Ministério Público Estadual) já tinha conhecimento que fatos semelhantes haviam acontecido e circulavam em grupos de aplicativos e redes sociais.

 

Com o episódio de hoje, a escola precisou ser evacuada por alunos e funcionários, por motivos de segurança, algumas pessoas passaram mal, outras choravam muito. A Polícia Militar esteve no local para apuar os fatos. O menor deverá ser ouvido pela Polícia Civil. A previsão é de que as aulas voltem ao normal no período vespertino.

 

Outros casos

 

As ameaças em Mato Grosso do Sul começaram cerca de um mês após o massacre na Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, onde 10 pessoas morreram. No estado, a maioria das ameaças foram registradas em Campo Grande, mas também tiveram registros de supostos ataques em Terenos, Sidrolândia, Nova Andradina e Bonito.

 

No dia 15 de março, a polícia estava investigando uma suposta ameaçada de atentado a escola pública de Nova Andradina. A suspeita de que alunos estariam planejando algum ataque surgiu por grupos de WhatsApp. “Padre Anchieta né? Fica esperto. O trem tá chegando. Vocês vão morrer”, dizia mensagem.

 

No dia 18 de março, um adolescente de 15 anos foi apreendido após ameaçar atacar uma escola pública localizada no Centro de Terenos, cidade distante cerca de 32 km de Campo Grande. Na ameaça, ele dizia que iria fazer o mesmo massacre que ocorreu em uma escola de Suzano (SP). A descoberta da ameaça surgir através do WhatsApp.

 

No dia 20 de março, dois adolescentes, de 14 e 16 anos, foram apreendidos porque que ameaçavam explodir a Escola Estadual Blanche dos Santos Pereira, localizada no Jardim Tijuca, em Campo Grande. Eles estavam com receitas de bombas caseiras e a diretoria acionou a Polícia Militar. Posteriormente, polícia apreendeu material com desenho nazista com os alunos.

 

No dia 25 de março, uma professora impediu que dois adolescentes, de 16 e 17 anos, jogassem um coquetel molotov dentro do pátio da Escola Municipal Valério Carlos da Costa localizada na Rua Santa Catarina em Sidrolândia, cidade a 71 quilômetros de Campo Grande.

 

No dia 10 de abril, a polícia foi mobilizada depois de ameaças de massacre em uma escola estadual, no bairro Coophavila II, em Campo Grande. As ameaças afirmavam que “sete moleques de preto vão no Scampini e vai ter massacre na hora do recreio”.

 

No dia 10 de abril, um garoto de 18 anos foi levado para a delegacia depois de espalhar ameaças de massacre em uma escola estadual de Campo Grande, em grupos de WhatsApp. Ele teria chorado na delegacia dizendo que era só brincadeira.

 

No dia 12 de abril, uma ameaça de massacre em uma escola estadual de Bonito,  deixou alunos em pânico, o atentando era compartilhado em uma rede Wi-Fi criada por alunos, onde marcava que o massacre aconteceria às 10h30 da manhã.