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Publicado em: 25/04/2019 às 09h47

Saldo de empregos cai sete vezes de fevereiro para março em MS


Jornal o estado

Foto: divulgação

No 2°mês do ano foram geradas 3.511 vagas, já no terceiro apenas 526

O saldo da criação de novas vagas no mercado de trabalho sul-mato-grossense em março, que é o resultado do número de admissões (20.449) e demissões (19.923), foi de apenas 526 postos de trabalho. Este total é sete vezes menor que o de fevereiro (3.511), construção civil e comércio foram os principais destaques negativos. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

 

Com queda expressiva no número de vagas em relação aos dois primeiros meses do ano, o setor de serviços manteve a liderança da criação de oportunidades (695).

 

Indústria de transformação aparece em seguida com 625 e administração pública encerra a lista de resultados positivos com apenas 1 vaga.

 

Afetando negativamente o saldo total aparecem construção civil (-298) e comércio (-298). Na sequência também estão: agropecuária (-185), extrativa mineral (-9) e serviço industrial de utilidade pública (-5). O primeiro trimestre de 2019 registrou 70.082 admissões contra 59.512 demissões, com saldo de 10.570 até o momento.

 

A Capital do Estado é uma das cidades que tiveram resultados negativos na geração de empregos em março. No total, foram 8.191 contratações e 8.195 desligamentos, ou seja, Campo Grande perdeu 4 postos de trabalho deixando a variação estagnada em 0%. Entretanto, desde o início do ano foram geradas 1.406 novas oportunidades.

Campo Grande no vermelho

 

A maior variação negativa, que leva em conta a proporcionalidade do município, foi em Amambai (-0,90%). Ainda aparecem com destaque: Ponta Porã (-0,57%), Aquidauana (-0,56%), Rio Brilhante (-0,51%), Dourados (-0,23%) e Três Lagoas (-0,14%).

 

No lado positivo aparecem: Paranaíba (+1,98%), Maracaju (+0,83%), Naviraí (+0,69%), Nova Andradina (+0,44%), Coxim (+0,40%), Sidrolândia (+0,21%) e por último Corumbá (+0,20%).

 

Pequenos construtores no sufoco

 

O presidente da Acomasul (Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul), Adão Castilho. Já havia alertado sobre as demissões do setor da construção civil devido aos problemas da liberação de verba da CEF (Caixa Econômica Federal) para financiamento de imóveis das faixas 2 e 3. A situação fez com que pequenos construtores do Estado investissem 50% a menos no primeiro trimestre de 2019 em comparação com anos anteriores. Com obras paralisadas e casas sem vender, a situação não está positiva para a categoria.

 

Brasil fechou 43.196 vagas formais

 

O Brasil fechou 43.196 vagas formais de emprego em março. O dado veio abaixo da expectativa do mercado, que estimava a criação de 80 mil vagas, de acordo com centro de estimativas da agência Bloomberg. Foi também o pior mês de março desde 2017, quando o resultado foi negativo em 63.624 posições com carteira assinada. Como comparação, em março do ano passado o saldo foi positivo em 56.151 postos com carteira assinada. No mês passado, foram abertas 1,26 milhão de vagas e fechados 1,3 milhão de postos. No trimestre, o saldo ajustado é positivo em 164,2 mil, queda de 15,9% em relação aos 195,2 mil do mesmo período de 2018. Em 12 meses, o acumulado é positivo em 472.117 vagas. O ministério atribuiu o resultado ruim à forte criação de postos com carteira assinada em fevereiro, foram 173.139, o melhor para o mês desde 2014.