Grupo de governadores prepara carta para pressionar Congresso sobre reforma


PUBLICIDADE

UOL

Um grupo de governadores pretende publicar uma carta pública para pressionar o Congresso Nacional a manter estados e municípios na reforma da Previdência. O UOL teve acesso a uma minuta do documento. A ideia é que o texto seja publicado até amanhã porque os governadores se reunirão em Brasília na terça-feira (11).

 

O texto é assinado por dez governadores:

 

Distrito Federal - Ibaneis Rocha (MDB)

Acre - Gladson Cameli (PP)

Amazonas - Wilson Lima (PSC)

Mato Grosso do Sul - Reinaldo Azambuja (PSDB)

Minas Gerais - Romeu Zema (Novo)

Pará - Helder Barbalho (MDB)

Paraná - Ratinho Junior (PSD)

Rio de Janeiro - Wilson Witzel (PSC)

Santa Catarina - Carlos Moisés (PSL)

São Paulo - João Doria (PSDB)

 

Outros governadores ainda estudam a possibilidade de assinar o manifesto --entre eles, do Nordeste. O documento, que possui três páginas, repudia a sugestão de retirar os entes da federação da proposta de reforma da Previdência. Segundo os governadores, o déficit nos regimes de aposentadoria dos servidores chega a R$ 100 bilhões e pode quadruplicar até 2060. "Obrigar os governos estaduais e distrital a aprovar mudanças imprescindíveis por meio de legislação própria, a fim de instituir regras já previstas no projeto de reforma que ora tramita no Congresso, não apenas representa atraso e obstáculo à efetivação de normas cada vez mais necessárias, mas também suscita preocupações acerca da falta de uniformidade no tocante aos critérios de Previdência a serem observados no território nacional", informou o texto.

Os governadores também argumentaram que, desde a primeira reforma da Previdência que atingiu os servidores públicos, em 1998, todas as mudanças levaram em conta as necessidades da União, dos estados e dos municípios. "Por conseguinte, é indispensável contemplar a totalidade dos estados, dos municípios e do Distrito Federal na proposta de reforma da Previdência que hoje se encontra em discussão, a fim de evitar o agravamento da crise fiscal que já se mostra insustentável", afirmaram no documento.


Nos siga no




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE