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Após negar pagar couvert, cliente diz que foi agredida por garçom em bar
MSNOTICIAS/CAMPO GRANDE NEWS
Uma policial militar, de 29 anos, afirma ter sido agredida por um garçom após se negar a pagar o couvert artístico em bar na Rua Spipe Calarge, em Campo Grande. A vítima diz que foi “escoltada” para fora do estabelecimento e levou socos e chutes, mesmo depois de pagar a conta.
Ao Campo Grande News, a militar contou que decidiu conhecer o bar na noite de sexta-feira, 20 de setembro, e chamou uma amiga para ir com ela. As duas chegaram ao estabelecimento por volta das 20h40 e pouco mais de uma hora depois resolveram pedir a conta. O valor, no entanto, surpreendeu a cliente. “Consumimos o valor de R$ 50 e a conta ficou mais de R$ 70”.
Na tentativa de entender o valor, que considerou abusivo, a militar conversou com o dono do bar, foi então que a confusão começou. “Questionei o valor com o dono. Ele já foi agressivo desde o início. Disse para ele que devia ter informado o couvert quando chegamos ou ter colocado uma comanda na mesa. Me recusei a pagar, disse que ia pagar somente o meu consumo. Ele saiu de trás do balcão e veio para cima de mim”.
Segundo ela, três garçons também se aproximaram. Em tom agressivo, mandaram que a militar ficasse quieta e a cercaram. A pedido da amiga, decidiu pagar a conta e ir embora, mas antes teve um novo desentendimento com um dos funcionários. “Derrubei uma taça no chão. O garçom dele veio para cima de mim e eu empurrei ele. Paguei a conta e os garçons escoltaram a gente para fora”.
As duas foram “acompanhadas” pelos garçons até a esquina. A militar conta que foi xingada pelos homens e afirmou a eles que “ia trás dos seus direitos”. Neste momento, um deles partiu para cima dela. “Aí ele ficou nervoso e me deu um soco no nariz e no olho, eu caí no chão e ele ainda me deu um chute”.
As agressões só não continuaram, segundo a vítima, porque sua amiga interviu e pediu para o garçom parar. A violência deixou a militar com a boca inchada, lesões no olho e também nas pernas. Elas foram embora e em seguida procuraram a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) na região central para registrar o caso, que agora é investigado como lesão corporal e injuria.
Conforme a lei, o couvert artístico pode ser cobrado quando o estabelecimento tiver música ao vivo ou outra apresentação artística desde que o valor seja fixo e divulgado de modo claro e visível aos consumidores, seja no cardápio ou afixada na parede do estabelecimento. A reportagem ainda tentou contato com o proprietário do estabelecimento, mas o telefone informado em site estava desligado.










