Exclusivo: Dr. Orozimbo também fala ao site Ivinoticias


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IVINOTICIAS

Bom dia!

Vi que voces acolheram a declaração do Dr Sinomar e como direito de resposta solicito que publiquem também a minha versão dos fatos que abaixo escrevo:
 


Para dirimir dúvidas informo à população Ivinhemense que o episódio lamentável que ocorreu é indisculpável.
Mas a família e a população necessita de esclarecimentos por isso também peço que não pré julguem e leiam até o fim:
Fiz o pré natal da paciente no PSF do posto vitória e como a maioria das minhas pacientes ele declarou que queria fazer seu parto normal comigo porque não queria cesariana, pois a tratei com urbanidade, respeito e dedicação o que me rendeu esta simpatia que prazerosamente eu anuncio que a maioria das minhas gestantes do pré natal tem. No entanto a data do parto passou e o bebê não nasceu eu pedi a ela que aguardasse ainda duas semanas e que completando 42 semanas me procurasse. Ela juntamente com seu esposo fez isso no domingo à noite quando eu estava no meu plantão (é comum minhas gestantes me procurarem no meu plantão do hospital). Como era noite de domingo e caso necessitasse de uma cesariana de emergência ficaria difícil então combinamos que após o meu atendimento do posto da segunda feira nós iniciaríamos o procedimento do seu parto. Então pontualmente às 17:30 hs, mesmo sem estar de plantão, eu compareci ao hospital, pois médico que ama a profissão não tem horário nem plantão, atende quando é chamado e iniciamos o trabalho de dilatação do colo com misoprostol e combinei com o casal que quando atingíssemos a marca de 8 centímetros de dilatação no colo uterino nós romperíamos a bolsa e o bebê nasceria. Assim então eu informava a eles cada centímetro de dilatação que a paciente evoluía. Para esclarecer o misoprostol é como a morfina que na mão do médico é remédio e na mão do traficante é tóxico, é um medicamento abortivo sim, mas para mulheres até 25 semanas, de 25 até 36 semanas passa a ser parto pré maturo e num caso como este que se está acima de 40 semanas é só um medicamento que tem a venda avulsa proibida e uso hospitalar liberado, que deve ser usado por profissionais hábeis, o que lamentávelmente não é o caso do Dr. Sinomar que sem saber a diferença entre aborto e parto induzido, irresponsavelmente, sem meu conhecimento, retirou o medicamento iniciando o quadro de sofrimento fetal pois o útero continuaria contraindo contra um colo fechado, para complicar ele mandou aplicar ocitocina no soro para aumentar as contrações. Com o misoprostol as contrações seriam naturais e adequadas e o parto seria sem sofrimento. Por volta das vinte horas (o dr Sinomar chegou às dezenove) fui novamente examinar a paciente e notei que o medicamento não estava no local, mas achei que tivesse saído pela movimentação da paciente então esclareci ao casal que colocaria a parturiente na sala de parto e faria uma avaliação melhor e caso houvesse viabilidade nós romperíamos a bolsa e o bebê logo nasceria (estes fatos podem ser comprovados pelo casal). Pedi a uma das enfermeiras que colocasse a paciente na sala, foi quando o Dr Sinomar surgiu com a papeleta da paciente na mão informando que eu não era o médico dela e sim ele que estava de plantão. Eu limitei me a explicar que a paciente tinha direito de ser atendida pelo médico de sua preferência e que isso era um direito constitucional, logo que a paciente foi posicionada na mesa de parto, ele correu para dentro da sala e tentou fechar a porta comigo do lado de fora, eu forcei a porta antes que ela se fechasse e entrei, ele então me deu um soco na face, foi difícil mas eu não revidei. Ele tentou me impedir de chegar a paciente e eu dei a volta na sala e me posicionei no local do exame, ele segurou minha mão para me impedir de fazer o exame, temendo levar outro soco, eu o empurrei ele e ele caiu no chão. Aí eu pus a mão na cabeça e vi que já tinha ido longe demais mais ainda assim exigi que se retirasse da sala e ele se recusou, então alguém sugeriu que a Dra Elza (esposa dele) assumisse o parto e nos dois aceitamos e deixamos o recinto. Infelizmente na sua avaliação a doutora optou por interromper o trabalho de parto em curso retornando a parturiente para a enfermaria e sem fazer uma ampola de Inibina para anular os efeitos a ocitocina e esperar até o momento da cesariana. Eu não tinha mais acesso à parturiente por razões óbvias e até aquele momento não tinha a informação de que o soro continha o medicamento. Prestei os esclarecimento pertinentes à secretária de saúde e aos policiais que compareceram a unidade hospitalar e me retirei do local só vindo a tomar conhecimento do desfecho ocorrido no dia seguinte, como fica claro o que aconteceu é que fui impedido de dar continuidade a um atendimento que eu já havia iniciado, solicitado pelo casal e tive que interrompe-lo a conta de violência. Mas o que mostra-se extremamente abominável é que o escândalo foi fabricado para se vender livro e eu na minha intemperança não soube frear o impulso a tempo, meu único erro foi forçar demais a barra para prestar este atendimento, pois estou acostumado a lutar para que meus pacientes tenham direito à saúde. Quanto ao desfecho lamentável eu nada podia fazer pois me faltavam informações e eu nem mesmo estava no hospital. Torço para que a decisão da justiça e do CRM seja breve pois merece cadeia um irresponsável que põe em risco a vida de uma mulher e ceifa sua cria com uma torpeza tão cruel.


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