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Sistema permite medir glicose sem 'furar os dedos'

O método, desenvolvido pelo MIT, realiza medições sem a necessidade de retirar sangue do paciente

| OLHAR DIGITAL


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Para controlar a diabetes, as pessoas que possuem a doença precisam furar os dedos e testar os níveis de glicose várias vezes ao dia. Agora, pesquisadores do MIT podem ter desenvolvido um método menos invasivo, usando luz infravermelha para obter leituras de glicose sem a necessidade de picadas.

O novo sistema foi desenvolvido com base em uma técnica conhecida como espectroscopia Raman, que consegue detectar informações químicas e estruturais de quase qualquer elemento apenas com o uso de luz infravermelha.

Após décadas de trabalho, a equipe do MIT desenvolveu uma maneira de aplicar essa técnica na medição da glicose no fluído intersticial, o material que circunda as células. No novo processo, a luz infravermelha é liberada sobre a pele em um ângulo de 60 graus, enquanto uma fibra receptora é colocada de forma que fique paralela aos raios.

Isso significa que a luz ricocheteia as moléculas presentes no tecido e atinge a fibra, produzindo um sinal Raman de glicose mais forte, enquanto filtra os sinais refletidos na superfície da pele.

Os testes realizados em porcos demonstraram que o equipamento produz leituras precisas de glicose por até uma hora, após passar por uma fase de calibração que dura entre 10 e 15 minutos. A precisão dos sinais foi confirmada com medições feitas a partir de amostras de sangue coletadas desses porcos.

Os pesquisadores estão animados com os resultados e dizem que essa é uma grande melhoria em relação aos trabalhos anteriores, em que os níveis de glicose precisavam ser calculados comparando os sinais Raman com uma medida de referência de sangue. Isso também exigia uma calibração regular, que deveria ser feita toda vez que o paciente se movia, comia ou bebia.

Atualmente, o dispositivo é do tamanho de uma impressora de mesa, e a equipe informa que deve ser menos invasivo enfiar o dedo nesse tipo de máquina algumas vezes por dia, do que picá-lo com uma agulha. A longo prazo, os pesquisadores esperam adaptar a técnica a um dispositivo menor e mais fácil de carregar.

Via: New Atlas



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