Futebol
Sob pressão, Odair Hellmann é o técnico mais longevo do Santos na gestão Rueda
GAZETA ESPORTIVA
O técnico Odair Hellmann está sob pressão no comando do Santos. Depois do empate sem gols do time com Coritiba, no último sábado, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro, o treinador viu aumentar ainda mais as críticas e o jejum de vitórias do Peixe na temporada.
Agora, a equipe está há oito jogos sem vencer, sendo cinco empates e três derrotas, além de duas eliminações (Copa do Brasil e Sul-Americana). Isso sem contar com a queda precoce na primeira fase do Campeonato Paulista, em março.
Apesar dos maus momentos, Odair pode dizer que é o treinador mais longevo do Santos na gestão do presidente Andres Rueda. Ele soma cinco meses e 27 dias no cargo, superando recentemente Fábio Carille, que detém cinco meses e dez dias.
Estes dois comandantes são os únicos a permanecerem à frente do time santista por cinco meses ou mais nos últimos dois anos. O argentino Fabián Bustos, por exemplo, foi técnico da equipe por cerca de quatro meses, enquanto Fernando Diniz, por três.
Orlando Ribeiro e Ariel Holán ficaram no cargo por cerca dois meses. Já Lisca e Cuca não chegaram a atingir dois meses. Este último, porém, já vinha sob o comando do Santos desde agosto de 2020, sob o mandato de José Carlos Peres.
Quando o assunto é aproveitamento, Odair figura no terceiro lugar da lista, com 44,4%. Os líderes são Carille e Diniz, empatados em 45,6%, seguidos por Cuca, com 45,4%. O pior retrospecto entre eles pertence a Orlando Ribeiro, que detém 36,1%.
Odair, agora, terá um novo período de treinos para tentar corrigir os problemas do Santos. O time ficará dez dias parado e só volta a campo no dia 21 de junho, contra o Corinthians, pela 11ª rodada do Brasileirão.
O clássico está marcado para ter início às 20h (de Brasília), na Vila Belmiro. O Peixe atualmente ocupa o 13º lugar do Campeonato Brasileiro, com 13 pontos ganhos.
Veja o tempo de trabalho e aproveitamento de cada técnico do Santos na gestão Rueda:
Cuca (1 mês e 20 dias) - 11 jogos (quatro vitórias, três empates e quatro derrotas) / 45,4% de aproveitamento
Ariel Holan (2 meses e quatro dias) - 12 jogos (quatro vitórias, três empates e cinco derrotas) / 41,6% de aproveitamento
Fernando Diniz (3 meses e 29 dias) - 27 jogos (dez vitórias, sete empates e dez derrotas) / 45,6% de aproveitamento
Fábio Carille (5 meses e dez dias) - 27 jogos (com nove vitórias, dez empates e oito derrotas) / 45,6% de aproveitamento
Fabián Bustos (4 meses e dez dias) - 28 jogos (oito vitórias, 12 empates e oito derrotas) / 42,8 de aproveitamento
Lisca (1 mês e 23 dias) - oito jogos (duas vitórias, três empates e três derrotas) / 37,5% de aproveitamento
Orlando Ribeiro (2 meses e um dia) - 12 jogos (quatro vitórias, um empate e sete derrotas) / 36,1% de aproveitamento
Odair Hellmann (5 meses e 27 dias) - 33 jogos (11 vitórias, 12 empates e dez derrotas - 44,4% de aproveitamento











