Polícia Civil deflagra operação contra quadrilha que movimentou R$ 14 milhões no “golpe do presente”

Grupo fez ao menos 270 vítimas no Paraná, além de moradores de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia


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JORNAL DA NOVA

Polícia cumpriu 172 mandados contra grupo que desviou R$ 14 milhões com Golpe do Presente - Foto: Polícia Civil do Panará .
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A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na terça-feira (25), uma megaoperação para cumprir 172 mandados judiciais contra um grupo criminoso responsável por movimentar mais de R$ 14 milhões por meio do chamado “golpe do presente”. A ação contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo e ocorreu simultaneamente em São Bernardo do Campo, Diadema e São Paulo (capital).

 

Entre as medidas judiciais determinadas pela Justiça, estavam 41 mandados de prisão, 90 mandados de busca e apreensão e 41 bloqueios de contas bancárias, com o objetivo de desarticular por completo a estrutura financeira e operacional da quadrilha. Segundo a Polícia Civil do Paraná, ao menos 270 vítimas foram identificadas no Paraná, além de moradores de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

 

Um ano de investigação e máquinas adulteradas

 

A investigação teve início há cerca de um ano e permitiu identificar a hierarquia da organização criminosa, seu método de atuação e o fluxo do dinheiro obtido de forma fraudulenta. Durante as diligências, a Polícia Civil já havia apreendido, em Curitiba (PR), 12 máquinas de cartão adulteradas, usadas para aplicar o golpe.

 

De acordo com o delegado Emmanoel David, o grupo escolhia vítimas que estavam aniversariando. “Eles se passavam por floriculturas ou lojas de chocolate, dizendo que precisavam entregar um presente e cobrar uma suposta taxa do motoboy”, explicou.

 

Ao receber o falso entregador, a vítima era induzida a realizar o pagamento com cartão. Nesse momento, segundo o delegado, o criminoso simulava erros nas transações, enquanto o equipamento capturava dados completos do cartão e a senha por meio de softwares maliciosos. Em alguns casos, os golpistas passavam valores elevados sem que a vítima notasse ou trocavam o cartão por outro idêntico do mesmo banco.

 

Lavagem rápida para dificultar o rastreamento

 

Assim que o golpe era consumado, os valores eram imediatamente distribuídos para diversas contas de laranjas, estratégia que dificultava o rastreamento pelas instituições financeiras e pela polícia. A pulverização do dinheiro ajudava o grupo a manter sua estrutura e evitar bloqueios imediatos.

 

A Polícia Civil reforça que a operação dessa terça-feira tem como propósito desmantelar toda a cadeia criminosa, desde os executores do golpe até aqueles responsáveis pela lavagem e ocultação dos valores ilícitos.


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