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Filho é preso suspeito de participar da morte do pai
TERRA
O lavrador Luiz Carlos Gobbo, 58 anos, foi executado com um tiro na cabeça no sítio Recanto Feliz, de propriedade da família em Itatinga (a 221 km de São Paulo). Os assaltantes chegaram à propriedade rural em motos, perguntando pelo dinheiro, e mataram a vítima do lado de fora da casa. A sua mulher foi agredida dentro da residência e os criminosos levaram R$ 18 mil, que estavam guardados no local. A Polícia Civil deteve João Paulo Gobbo, 28 anos, filho do lavrador, na casa da namorada, em Botucatu (SP).
A mulher da vítima disse à polícia que os assaltantes afirmaram que o filho do lavrador havia informado sobre a existência do dinheiro. Um dos bandidos usava uma camiseta que, segundo a mulher, pertencia a seu filho. Ela contou que depois de matarem seu marido, os ladrões a arrastaram pelo cabelo para dentro da casa, pegaram duas bolsas onde estava o dinheiro e vários cheques. O trio fugiu em seguida nas motocicletas.
A testemunha afirmou ainda que um dos homens tinha características físicas semelhantes às do filho e estava encapuzado, mantendo-se longe dela, parecendo não querer ser reconhecido. O rapaz, segundo ela, é usuário de drogas e faz tratamento para se livrar do vício do crack e cocaína. O rapaz negou a participação à polícia, mas o delegado Celso Olindo, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Botucatu, decidiu pela prisão preventiva por 30 dias.
A mulher contou, conforme Olindo, que antes do marido ser morto, ele reagiu ao assalto. "Ela o ouviu dizer 'para fio, para fio'. Apesar de chamar outras pessoas dessa forma, esse é também um forte indício da participação do filho do casal no crime", afirmou o delegado.











