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Advogado em MS tem R$ 4,5 milhões bloqueados em esquema de corrupção tributária em SP
Nilo Lucafó é cunhado de ex-número 3 da Fazenda de SP, André Weiss, preso por integrar a 'Máfia do ICMS'
MIDIAMAX
A Justiça determinou bloqueio de até R$ 4,5 milhões do advogado Nilo Fernando Sbrissa Lucafó, que atua com produção de cana-de-açúcar em Costa Rica, Mato Grosso do Sul.
Ele é um dos alvos da operação do MPSP (Ministério Público de São Paulo) contra a chamada ‘Máfia do ICMS’. A ação apura esquema de corrupção envolvendo liberação de créditos tributários na Secretaria de Fazenda do Estado de SP.
No total, a Justiça determinou bloqueio de até R$ 191,2 milhões de 27 investigados.
Nilo é cunhado do ex-número 3 da Secretaria de Fazenda de SP, André Wiss, que foi preso na operação, por receber R$ 250 mil mensais de propina para facilitar o esquema.
A irmã do advogado, Beatriz Helena Sbrissa Lucafó, que tem escritório junto ao irmão em Piracicaba, também teve valores bloqueados.
O maior montante bloqueado recai sobre o grupo ligado ao advogado João André Buttini de Moraes, que seria operador privado do esquema, unindo a administração pública a grandes empresas beneficiadas.
Contra ele, foram R$ 140.654.899,40 bloqueados.
No dia da operação, Nilo conversou com a reportagem do Jornal Midiamax e disse desconhecer a operação ou que seja alvo da ação: “Não tenho nem o que dizer nesse momento, pois não recebi nada”, disse.
O advogado afirmou que mora desde 2018 em uma fazenda no município e que está ‘desacelerando’ de advogar desde então. Por fim, afirmou que seus “negócios são 100% transparentes” e que está à disposição da Justiça.
Depois, tentamos falar novamente com Nilo, mas as ligações não foram atendidas. Também não houve retorno de mensagens. O texto será atualizado assim que houver manifestação.
Alvo em MS movimentou R$ 12 milhões
A investigação aponta que, embora o advogado tenha declarado renda mensal de R$ 18,1 mil, ele movimentou R$ 12,2 milhões em uma única conta no banco, entre março de 2025 e fevereiro de 2026 — valor muito acima do que sua renda declarada permitiria justificar.
Descontadas as transferências feitas entre contas do próprio Lucafó, restam cerca de R$ 3,6 milhões, que vieram de fontes externas. Desse montante, R$ 1,96 milhão entrou na forma de 334 depósitos em dinheiro vivo, uma quantidade de operações que chamou atenção justamente pela fragmentação.
Foi o próprio banco quem comunicou a movimentação às autoridades, alertando que o formato picotado dos depósitos poderia ser uma forma de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Entre as transações mapeadas pela investigação, está uma transferência de R$ 200 mil feita diretamente por André Weiss para a conta de Lucafó, que é cunhado dele. Os investigadores também identificaram que valores circularam por meio de empresas ligadas ao produtor rural, reforçando a suspeita de que a estrutura familiar foi usada para movimentar e ocultar parte dos recursos do esquema.











