Em nota, Correios negam denúncias e defendem legalidade de contratos


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UOL

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos afirmou em nota oficial nesta segunda-feira (13) que suas ações estão de acordo com a legislação vigente e que os contratos em vigor com a empresa de transporte aéreo de carga Master Top Airlines (MTA) Ltda. “resultam de processos licitatórios regulares e transparentes que estão disponíveis para consulta na página dos Correios na internet”.

A empresa afirma ainda que os Correios têm contratos com mais seis empresas para o transporte aéreo de carga e que “todos passaram pelos mesmos crivos das leis 8.666/93 e 10.520/02”.

As informações foram dadas em resposta à reportagem da revista Veja que apontava Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, como mediador em contratos com a estatal. Para intermediar a operação, teria sido cobrada uma propina de 6% do empresário Fábio Baracat, ex-sócio da MTA.

Segundo os Correios, os contratos totalizam R$ 59.884.179,00 e não R$ 84 milhões, conforme publicado na revista.

“A ECT [Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos] reafirma sua determinação de manter a excelência dos serviços prestados, a transparência da sua gestão, o profissionalismo de sua diretoria e dos seus mais de 109 mil empregados, e que, a despeito de tentativas de desqualificá-la, continua merecendo o reconhecimento da população como uma das instituições mais confiáveis do Brasil”, diz a nota.

Erenice teria atuado para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de propriedade de seu filho Israel Guerra, que teria prestado serviços para a Master Top Airlines. Segundo a revista Veja, Erenice se encontrou quatro vezes, fora da agenda oficial, com Fábio Baracat. O empresário negou as informações.

A revista afirma ainda que depois dos encontros com Erenice, intermediados por Israel Guerra, a MTA conseguiu contratos no valor total de R$ 84 milhões com os Correios --destes, R$ 5 milhões seriam para a empresa.
 


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